"Parar uma obra desse volume é um processo que demanda tempo e onera a empresa" diz Eduardo Jacomel, engenheiro da Construvias Patrick Rodrigues/Agencia RBS

Principal motivo do atraso na entrega seria a paralisação de seis meses pela suspensão do contrato da empresa fiscalizadora

Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Eduardo Jacomel, engenheiro da Construvias, empresa que toca as obras na margem esquerda do rio Itajaí-Açu, em Blumenau, afirma que a primeira etapa da obra da margem esquerda será concluída até o fim do mês. A empresa trabalha com 23 funcionários e 12 caminhões.

Sobre a segunda etapa, também contratada com a empresa, ele afirma que aguarda posição da prefeitura e que, apesar do orçamento ser antigo, é possível concluir com o valor aprovado, cerca de R$ 15,6 milhões. Sobre o atraso, Jacomel diz que a principal causa foi a paralisação de seis meses pela suspensão do contrato da empresa fiscalizadora da obra.

– Se não tivesse a paralisação a obra já teria sido concluída, ao menos a primeira etapa. Parar uma obra desse volume é um processo que demanda tempo e onera a empresa.

Ele ressalta que a empresa não tem mais problemas financeiros, já concluiu outras obras que tocava na cidade, está com a documentação em dia e pode receber os pagamentos. Sobre não ter contratado mais obras com a prefeitura de Blumenau, Jacomel afirma que a Construvias participou de quatro editais após a contratação da margem esquerda, mas não conseguiu porque perdeu no preço:

– A diretoria nova definiu que ia fazer obras com preços exequíveis. Essa obra (margem esquerda) teve um desconto grande, agora estamos entrando (nas licitações) com garantia financeira para poder concluir.

Jacomel preferiu não falar sobre cobranças e processos trabalhistas da empresa. A reportagem fez contato com o dono da Construvias, Gilberto Stefanello, mas ele não respondeu os questionamentos. O primeiro contato ocorreu dia 11, quando ele atendeu a reportagem pelo celular e disse que retornaria. No entanto, quem ligou foi Jacomel. A reportagem voltou a telefonar para Stefanello no mesmo celular em três dias da última semana, mas ele não atendeu nem retornou as ligações.
JORNAL DE SANTA CATARINA
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