Paul McCartney arriscou improvisações e levantou público com set roqueiro Charles Guerra/Agencia RBS

Artista demonstrou estar curtindo energia do público da Ressacada

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Nenhum show é igual ao outro, diz o chavão relembrado por músicos e produtores. Às vezes, a frase ganha mais sentido. A noite de quarta-feira foi marcante até mesmo para aqueles que assistiram a shows da turnê anterior de Paul McCartney, a Up and Coming, e a atual On the Run.

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O artista demonstrou estar curtindo a energia do público da Ressacada, arriscando improvisações valiosas e se comportando de maneira mais informal que a comum.
Tanto que a sequência do set list original foi quebrada em dois momentos do show. Após Eleanor Rigby, Paul improvisou a sapeca Ram On, o que não é exatamente raro, mas realçou sua faceta "violeiro de fogueira". Logo depois, sentido o clamor do público por mais incursões pelo território beatle, improvisou com a banda um trecho de Yellow Submarine.

— Vocês querem um pouco de Ringo? Vamos tocar um pouco de Ringo — comentou, lembrando que o baterista dos Beatles cantou a versão clássica da música.



No segundo bis, McCartney homenageou o nascimento do filho de um casal de sua equipe de produção, na Inglaterra. O menino recebeu o nome de Nathaniel, e saudando o recém-nascido a banda atacou com uma versão fantástica sua Birthday, rockão dos tempos do Álbum Branco (1968). Não foi por acaso um dos momentos memoráveis das quase três horas de música.

A apresentação em Florianópolis teve dessas contradições que iluminam a trajetória dos ídolos. Embora números clássicos tenham sido entoados em uníssono pela multidão, como Yesterday, Hey Jude e Let it Be, foi com os rocks mais pegados que o clima esquentou. All My Loving, The Night Before, Day Tripper e I Saw Her Standing There mostraram fato do qual nos esquecemos vez ou outra: Paul McCartney é um roqueiro.

DIÁRIO CATARINENSE
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