"Vamos, istepôs", diz Paul ao encerrar primeira parte do show em Floripa Julio Cavalheiro/Agencia RBS

Série sensacional do Beatle arrancou gritos histéricos e choro do público

Foto: Julio Cavalheiro / Agencia RBS

Paul McCartney fechou a primeira parte do show histórico em Santa Catarina com uma sequência de arrepiar. Tocou, nessa ordem, Let it Be, Live and Let Die e Hey Jude. Foi, para qualquer mortal, um daqueles momentos que se curte poucas vezes na vida.

Durante o que pode-se chamar de um dos mais "populares" e aguardados momentos do show, Paul engordou o banquete ao dizer o que, para Florianópolis, além de tradicional é um elogio:

— Vamos, istepôs.

Live and Let Die teve dois grandes momentos. O primeiro foram as explosões na frente do palco. Os que estavam a até 50 metros puderam sentir o calor do fogo e o chão mexer. O segundo foi o teatrinho que fez ao final das explosões: fez caras e bocas para insinuar que estava surdo e que poderia ter um piripaque do coração com tantas bombas.

A série do Beatle arrancou gritos histéricos. Choro também. Teve quem cantou "quero bi" em vez de Let it Be, e disse "enju" para Hey Jude. Mas parece que ninguém deslizou no que era a coisa mais importante do mundo naquele momento: cantar com Sir Paul. E ficar mais leve depois disso.

Com Hey Jude, que fez no centro do palco com um piano colorido e menor do que o tradicional, tirou do público o grito provavelmente mais esperado da noite. O "na, na, na na" deve ter sido ouvido a centenas de metros dali. E Paul fez graça com a "frase" forte da música escrita nos anos 1960 para o filho de Lennon, triste com a separação dos pais.

— Primeiro os homens (ouviu na, na, na, na bem forte). Os istepôs (mais na, na, na, na a capela). Agora as gatinhas (mais na, na, na, na, com um pouco de riso da plateia — disse ao chamar para o coro.

Todos ali devem ter sentido lá no fundo o que ele acabara de cantar, principalmente a parte que diz "lembre-se de deixá-la (a música) entrar no seu coração". Não é a toa que o mundo inteiro reconhece este como um dos maiores clássicos do século 20.
 

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Passagem pelo Brasil

Esta é quinta vez que Paul vem ao Brasil e a primeira a Santa Catarina. O concerto faz parte da turnê On the Run, que já passou por 16 países e homenageia o álbum "Band on the Run", gravado com os Wings, em 1973.

DIÁRIO CATARINENSE
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