Confira quais as principais mudanças no Teatro do CIC após o fim da reforma Roberto Scola/Agencia RBS

Foto: Roberto Scola / Agencia RBS

A poucos dias da reabertura, os trabalhos estão focados nos ajustes dos equipamentos, acabamentos e na limpeza do teatro para receber as 906 pessoas que irão assistir à apresentação do Bolshoi.

São 50 cadeiras a menos que o projeto original, mas que atendem às exigências de acessibilidade, como poltronas para obesos, pessoas com mobilidade reduzida e portadores de necessidades especiais.

Com custo de R$ 1 milhão, os novos assentos são retráteis e revestidos em couro.
Os banheiros também foram adaptados. A iluminação do teatro, que tinha 85% das instalações danificadas, foi toda substituída por lâmpadas led.

Outra novidade é um terraço ao ar livre, junto ao foyer, que servirá também como área para fumantes. Um painel externo do artista Bebeto, pintado em 1999, recepciona o público logo no hall de entrada.

O revestimento de carpete das paredes foi substituído por revestimento em lambri, um tipo de madeira especial. O novo sistema de climatização do teatro terá ar condicionado adaptado para cada ambiente.

Segurança

Durante as obras no Ademir Rosa houve furto de equipamentos, um deles avaliado em R$ 52 mil. O presidente da FCC, Joceli de Souza, não quis se pronunciar sobre o assunto. Diz que foram instaladas câmeras de vigilância e criados pontos de monitoramento para aumentar a segurança no CIC.

Hoje, todo o prédio conta com cinco seguranças — três terceirizados e dois militares aposentados. O que ainda falta fazer A reforma do CIC custou, até agora, R$ 17 milhões.

Para que a obra seja finalizada, falta concluir a ala Norte — espaços de dança e música, sala Lindolf Bell e o local ocupado pelo antigo Café Matisse.

Mas o presidente da FCC, Joceli de Souza, já afirmou que o próximo foco da instituição é o Memorial Cruz e Sousa.

O que vem por aí

A Escola do Balé Bolshoi se apresenta na noite de reabertura, com o espetáculo gratuito Grande Suite Don Quixote, às 20h. Cerca de cem bailarinos se revezam no palco na releitura da obra de Miguel de Cervantes com a nova versão coreográfica de Vladimir Vasiliev.

Até o fim do mês haverá espetáculos todos os dias, às 21h, com ingressos entre R$ 40 e R$ 20. A agenda ainda está sendo fechada.

Na primeira semana, a prioridade é dos artistas catarinenses. As pautas de todos os espaços administrados pela FCC são administradas por uma comissão com nove membros, que analisa as propostas de atrações culturais.

Segundo a FCC, a procura é grande, em especial de produtores do Rio de Janeiro e São Paulo. Nos dias 22 e 23, haverá show de tango com a Orquestra da Cidade de Buenos Aires, com participação especial da cantora Cláudia Armani.

Quinta- feira será de homenagens

O teatro do CIC leva o nome do ator catarinense Ademir Rosa, natural de Florianópolis, que morreu de câncer em 1997.

A FCC homenageia na quinta- feira a mãe e a esposa do artista, Eli da Silva Rosa e Edilma Guimarães Rosa, que irão receber placas comemorativas alusivas à data.
Gestão O Teatro Ademir Rosa será gerido, provisoriamente, pela atual administradora do Teatro Álvaro de Carvalho, Soraya Fóes Bianchini.
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