Grafiteiro Rodrigo Rizo revela músicas que foram marcantes em sua vida  Rogerio Amendola/Divulgação

Quem já viu lindos camaleões estampados nas paredes e viadutos de Florianópolis sabe que Rodrigo Rizo passou por ali

Foto: Rogerio Amendola / Divulgação

Quem já viu lindos camaleões estampados nas paredes e viadutos de Florianópolis sabe que Rodrigo Rizo passou por ali. Aos 27 anos, dono de um traço peculiar, o paulistano se mudou para a Capital há 18 anos. A paixão de criança por desenhar e colecionar imagens, aliada à cultura street que vivenciava nas andanças de skate na adolescência, culminou nos primeiros rabiscos com spray. Com o passar do tempo, a técnica foi se aprimorando e as pessoas começaram a encomendar seus trabalhos. Foi quando se viu como artista plástico e enxergou no que fazia uma carreira. Rodrigo esteve recentemente em Miami, nos Estados Unidos, para participar da ArtBasel, maior feira de arte contemporânea do mundo, pintando painéis no distrito de Wynwood. Para este ano, o desafio é encontrar patrocinadores para um grande projeto de pintura de espaços públicos em Floripa.

Camaleão de estilos
A formação de uma identidade musical veio na pré-adolescência. Posso dizer que fui muito bem educado pelo rap, gênero que ouço bastante até hoje. Foi ele que me abriu os ouvidos para outros estilos, como samba, reggae, funk, dub, jazz, blues, soul, R&B, rock e música eletrônica, entre outros.

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MÚSICA MARCANTE
Na Segunda Vinda, de Black Alien. Essa música, assim como todo o álbum Babylon by Gus, foi um marco pra mim, pois subverteu muito do que eu estava acostumado a ouvir sobre o rap. Demorei um tempo para assimilar aquilo, mas não desisti de ouvir até absorver. Gustavo "Black Alien" é um gênio do ritmo e poesia muitas vezes incompreendido. Ele mistura em suas rimas e batidas muitas referências que a maioria sequer conhece, fazendo quase um jornalismo cinematográfico da vida real.

 
 
SHOW IMPERDÍVEL
Do grande DJ Afrika Bambaataa, um dos pais do hip hop para apenas umas 30 pessoas na falecida Cosmopolita, no Centro de Floripa. Só estavam presentes B-boys, grafiteiros e MCs, o que fez lembrar muito uma block party do Bronx. Ele só tocou as pedradas mais clássicas dos primórdios do hip hop, de quando tudo se baseava apenas em amor, respeito, união e diversão.

 

Não pode faltar

:: PARA OUVIR ENQUANTO GRAFITA
Chameleon, de Herbie Hancock

:: PARA CANTAR NO CHUVEIRO
"Tio Bob" (Bob Marley), Lively Up Yourself e Soul Shakedown Party, as preferidas do meu filho, Carlo

:: PARA  OUVIR NAS VIAGENS
Longtime, de Salmonella Dub

PARA ASSISTIR
Wild Style e Style Wars. São dois documentários musicais que expõem fidedignamente o surgimento da cultura hip hop no seu contexto original. A trilha sonora é um dos grandes atrativos de ambos, pois apresenta os primórdios da rap music. Para quem pratica alguma das modalidades artísticas do hip hop, a sensação é de voltar no tempo e testemunhar o nascimento dessa cultura ao vivo. Para quem nunca viu, recomendadíssimo para começar a falar sobre.


DIÁRIO CATARINENSE
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