Com repertório de músicas em inglês e português, Tiago Iorc se apresenta em Blumenau e Balneário Camboriú César Fonseca/Divulgação

"Cada disco é um registro do que representa minha vontade de cada momento", reflete o cantor

Foto: César Fonseca / Divulgação

Tiago Iorc parece viver sua melhor fase. Aos 29 anos, o brasiliense radicado em Curitiba descobriu na simplicidade a fórmula para se reinventar. Em Troco Likes, título do quarto disco da carreira e da turnê que chega nesta terça-feira a Santa Catarina, o músico mostra um novo rosto. O primeiro trabalho com letras em português — Tiago escrevia em inglês desde que surgiu na cena musical, em 2008 — mantém o diálogo já estabelecido por ele entre música pop e sons contemporâneos, mas desta vez surgem parcerias com nomes como Humberto Gessinger e Duca Leindecker, que agregam mais brasilidade ao trabalho.

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O resultado da nova fase pode ser visto terça-feira no Teatro Bruno Nitz, em Balneário Camboriú, e quarta no Teatro Carlos Gomes de Blumenau. Para o cantor, que já emplacou hits em novelas como Viver a Vida e Sete Vidas — esta última protagonizada pela namorada Isabelle Drummond —, Troco Likes representa mais uma etapa de uma carreira que vem sendo construída sem pressa:

— Sempre busquei fazer escolhas que me nortearam para uma história que pudesse ser o meu projeto de vida. Esse último disco parece marcar mais uma virada _ avalia.
Em entrevista ao Santa, o Tiago Iorc falou sobre amadurecimento, influências e descobertas musicais. Confira:

Nos seus três primeiros álbuns predominavam as letras em inglês. Já Troco Likes mostra um Tiago com mais brasilidade, mais maduro. Como encara essa evolução como compositor? 
Vejo como um processo em andamento. Cada disco é um registro do que representa minha vontade de cada momento, e isso é o que mais gosto. Essa possibilidade de andar e ir consolidando a minha vida com a música.

Em algum momento se sentiu pressionado para cantar em português ou foi um processo natural?
Externamente, nunca. Sempre tive toda a liberdade pra expressar o que faz sentido pra mim. A única pressão que existe é interna: fazer algo que faça sentido pra mim. Hoje, compor em português faz sentido.

Ultimamente rolaram parcerias musicais com Duca Leindecker, Maria Gadú e agora você vai participar do novo DVD da Sandy. Como essa mistura com outros artistas te inspira como músico?
Essa troca é libertadora. Tenho tido a felicidade de encontrar bons parceiros. Eu adoro compor sozinho e fazer as coisas do meu jeito, no meu tempo, mas quando o encontro é bom o resultado é inesperadamente bonito. É demais poder mostrar um pedaço de uma ideia, e receber esse pedaço mais outro de volta, e assim ir construindo algo completamente diferente do que eu pensaria sozinho.

O que o Tiago Iorc tem escutado ultimamente?
O último disco que ouvi muito é o Morning Phase, do Beck. Foi o disco que ouvi durante a produção do Troco Likes, e me motivou bastante.

Você destacou bastante o trabalho das meninas do Anavitória na internet. Descobriu recentemente mais alguma novidade que o público precisa conhecer?
As meninas do Anavitória foram uma grande surpresa pra mim. É tão espontâneo e bonito. Por enquanto, vou continuar insistindo para que o público conheça a música delas.



Agende-se!
O quê: Show da turnê Troco Likes, com o músico Tiago Iorc.
Quando: Terça-feira, às 21h, no Teatro Bruno Nitz (Avenida Central, esquina com a Rua 300, Centro, Balneário Camboriú); quarta-feira no Teatro Carlos Gomes (Rua XV de Novembro, 1181, Centro, Blumenau).
Ingressos: Em BC no site Ingresso Nacional, por R$ 100 e R$ 50 (meia); em Blumenau no site Blueticket por R$ 100 (balcão e plateia), R$ 70 (clube blueticket) e R$ 50 (Clube RBS, sócios do Teatro e clientes Vivo).
Mais informações: tiagoiorc.com

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