Criador do Rock in Rio diz que faz shows "para fãs, não para críticos" Grupo Prisa/Divulgação

Roberto Medina

Foto: Grupo Prisa / Divulgação

A atual edição do Rock in Rio, encerrada no último domingo, trouxe alguns nomes repetidos, casos de Metallica, Slipknot, Rihanna, Katy Perry, entre outros. Roberto Medina, presidente e criador do festival, explicou que o evento não é feito para críticos de música, mas para fãs das bandas citadas.

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– A questão da repetição dos artistas. O cara que é fã do Metallica, do Iron Maiden, ele ama repetir. Eu não faço show para críticos. Eu faço show para as pessoas – afirmou. – Eu quero que as pessoas gostem. Quando eu recebo uma nota do público de 9,3, quando o máximo é dez, quer dizer que eu acertei muito. Algumas pessoas olham para isso de um jeito muito pesado. Mas isso aqui é uma festa.

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Segundo informações de O Globo, após entrevista coletiva, Medina rebateu as críticas sobre o line-up do festival ter sido "menos rock" nas últimas edições:

– Vejo muita gente falando que o festival era mais rock, mas isso é mentira. Nunca foi mais rock, pelo contrário, é mais rock agora. Ele era jazz, MPB, tinha Elba Ramalho, tinha Al Jarreau com jazz, tinha James Taylor com um pop rock balada, tinha metal. Essa era a ideia inicial.

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Ao falar sobre seus planos sobre as futuras edições do Rock in Rio em outros países, o organizador explicou que a edição argentina ainda não aconteceu porque a economia do país está bloqueada (chegou a ser anunciada em 2013, mas foi cancelada). Ele revelou que já houve procura da China, mas salientou que é impossível que o evento ocorra por lá:

– Querem que a gente garanta que o artista não faça nenhum pronunciamento político. E isso é impossível. Então para aí. Creio que mais para frente isso vai ter que mudar.

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No entanto, Medina revelou negociações para que o Rock in Rio ocorra no oriente Médio:

– Estamos negociando, sim. É um projeto diferente, mais simbólico, um projeto arquitetônico muito avançado, mas estamos conversando. O próximo passo é se consolidar nos Estados Unidos, fazer Portugal em maio e conversar um pouquinho. Quero que a marca Rock in Rio esteja fisicamente em todos os continentes.

Para Medina, a edição deste ano foi um sucesso de vendas.

– Se eu fizesse cinco edições do Rock in Rio aqui, neste ano, uma ao lado da outro, eu lotava as cinco – garantiu. Porém, a próxima edição do festival no Brasil, prevista para 2017, deve diminuir sua capacidade de 85 para 80 mil.

Aliás, para 2017,  Medina já tem um nome em mente para o line-up:

– Quero trazer o Bruce (Springsteen) de novo, mas depende dele. Se ele puder, vai ser.

Para a futura edição, Medina indicou que o line-up será formado por meio de pesquisas de campo, além da disponibilidade dos artistas.

– Este ano eu queria muito trazer o AC/DC, que tocou em 1985, mas não consegui, porque a banda não poderia vir neste ano, só no outro. Mas eu tento ir atrás da mistura da opinião pública com um pouco do meu gosto pessoal, opinião da crítica de música, das gravadoras – explicou. – Eu vou surpreender. Não sei como, ainda, mas vou. Quando acaba, eu fico numa angústia pensando como eu vou melhorar. O dia que eu não conseguir isso, é indício de que o festival está acabando – completou.

Veja as imagens da edição deste ano do Rock in Rio




*Zero Hora com informações de Estadão Conteúdo

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