"Estou pisando em solo sagrado", diz Adam Lambert, vocalista do Queen CHRISTOPHE SIMON/AFP

Adam Lambert e Roger Taylor no show do Queen no Rock in Rio, sexta-feira

Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP

Como vocalista do Queen, Adam Lambert virou uma estrela. Em entrevista por telefone, o frontman da banda que se apresenta nesta segunda-feira em Porto Alegre, depois de ser uma das grandes atrações do primeiro final de semana do Rock In Rio, faz reverência ao Brasil, convoca os fãs a passarem a apresentação inteira "na ponta dos pés". Também comemora a participação no Rock in Rio, festival em que o Queen fez história ao ser escalado para a primeira edição e ao qual retornou, ainda que um pouco diferente. Aliás, sobre Freddie Mercury, Adam Lambert fala com muito respeito. Diz que se espelha no músico, morto em 1991, e orgulha-se de trabalhar ao lado dos membros originais da banda.

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Você era fã do Queen antes de entrar na banda?
É claro! Eu amo Queen, amo eles. Eu me espelho muito em Freddie Mercury, ele é incrível!

Qual foi o sentimento quando Brian May e Roger Taylor lhe convidaram para cantar ao lado deles no Queen?
Fiquei muito honrado e lisonjeado, foi o maior elogio que eu poderia receber. Depois de um tempo, comecei a pensar nisso e fiquei um pouco nervoso. Afinal, estou pisando em um solo sagrado, cantando músicas do Queen para fãs do Queen. Já faz alguns anos e agora estou muito mais confortável com isso e consigo me divertir muito.

Você trabalha focado mais em sua carreira solo ou nos shows com o Queen?
Acho que em ambos. Tenho sorte de ter uma carreira solo, acabei de lançar um disco pop que eu realmente amo e tenho muito orgulho, e de ter também essa oportunidade incrível de estar ao vivo no palco com uma das maiores bandas de rock da história. A conclusão é que eu sou um sortudo!

Como é sua relação com Brian May e Roger Taylor?
Estar com eles no palco e poder contar com a experiência deles me ajuda muito. Ambos estão fazendo isso há muito mais tempo do que eu, o que significa muito para mim. Tento prestar atenção. Mais do que tudo, fico escutando e observando o que fazem para tentar absorver tudo.

Eles lhe pedem opiniões sobre as apresentações?
É bem legal, porque tenho muito respeito por eles. Eles são os chefes, na verdade. Mas tem sido bem colaborativo, eu posso dar ideias, é um esforço de time, e isto é empolgante.

Vocês chegam a conversar sobre compor músicas novas?
Na verdade, não. Isso não aconteceu. Mas não sei o que o futuro nos reserva. Talvez isso possa acontecer ainda. Mas, agora, acho que a ideia é que seja uma colaboração ao vivo.

Qual é o momento mais emocionante do show?
Hmmm... Essa é uma pergunta difícil. Tem vários. Para mim, Who Wants to Live Forever é um momento muito emocionante. Tem também um momento muito bonito de Brian no palco, com um vídeo de Freddie, muito nostálgico. Há muitos momentos tocantes.

Como você cuida da voz?
Tento dormir muito, tomar muita água. Gosto de fazer um pouco de exercício físico antes de cantar, ajuda a minha voz. Também corro e tento fazer outros esportes. E ainda faço uma série de  exercícios vocais.

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