Assista ao documentário de cineasta catarinense sobre grafite em Los Angeles antigirl/Reprodução

Curta sobre antigirl (foto) está disponível gratuitamente na web

Foto: antigirl / Reprodução

Basta fazer uma pesquisa pelas hashtags #heartlosangeles ou #heartla no Instagram para conferir de longe os famosos corações de Los Angeles criados pela artista Tiphanie Brooke, mais conhecida como antigirl. O projeto, que nasceu como uma forma de resposta ao famoso I Heart New York e levou arte para os muros da cidade dos anjos, inspirou a cineasta catarinense Juliana Sakae a contar mais sobre a artista e seu parceiro Mike Polson. O documentário antigirl está disponível para assistir no site oficial.

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Nascida em Florianópolis e formada em Jornalismo pela UFSC, Juliana está há três anos em Los Angeles, onde fez mestrado em documentário pela New York Film Academy. A ideia para o filme surgiu quando Juliana viu um coração grande escrito Love Life de antigirl em Los Angeles Downtown.

—Pesquisei sobre a artista e descobri que ele tinha sido feito em homenagem ao pai dela, que tinha morrido de câncer. Eu tinha acabado de perder minha mãe para leucemia e achei aquilo tocante: alguém que transformou a dor em esperança e beleza. Entrei em contato com ela perguntando se ela aceitava participar do meu documentário, e ela topou. Mas só depois veio confessar que aceitou apenas por causa da minha história. Se você assistir ao documentário vai ver o quão antissocial ela pode ser— revela Juliana.

Com duração de 13 minutos, antigirl foi produzido como projeto final na NYFA em maio de 2014 com financiamento via crowdfunding e uma equipe composta por brasileiros, chineses, filipinos, russos e árabes.

—Eu tinha acabado de fazer um filme sobre o risco de prédios de concreto em cidades com terremoto, como Los Angeles. Entrevistei sobreviventes do terremoto de Northridge (1994), jornalistas especializados e engenheiros, e foi uma experiência muito pesada. Decidi que eu precisava fazer algo mais leve, sobre arte e esperança—

Desde seu lançamento, em setembro do ano passado, já foi exibido no Los Angeles Film and Script Festival (onde ganhou o prêmio de Melhor Curta-Documentário), no Female Eye Film Festival em Toronto, no Canadá, e em breve será apresentado em uma mostra paralela de filmes feitos por e para mulheres em Oregon. Agora, está disponível de graça e com legendas em português no site oficial.

Em Los Angeles, Juliana já participou de mais de 15 curtas como diretora, produtora e diretora de fotografia. Seu primeiro filme, Bleu et Rouge, produzido em 2009 no Haiti como trabalho de conclusão do curso de Jornalismo, foi apresentado em cinco festivais. A cineasta volta a trabalhar o tema - está em fase de pré-produção de um filme sobre crianças haitianas que cresceram com a tragédia do terremoto na memória. A produção começa em 2016.
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