Conheça as atrações da Barra da Tijuca, epicentro da Olimpíada de 2016 Alexandre Macieira,Riotur/Divulgação

Vista Chinesa, na Floresta da Tijuca

Foto: Alexandre Macieira,Riotur / Divulgação

Sabe aquela noiva ansiosa, que já é para lá de bonita, mas ainda se esmera para ficar estonteante no dia do casamento? O nome dessa moça é Barra da Tijuca e mora na zona oeste do Rio de Janeiro. É mais ou menos assim que a região se prepara para receber os Jogos Olímpicos de 2016.

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Poucos minutos bastam para ver que a Barra passa por um processo de transformação. Considerada uma "cidade à parte" do Rio de Janeiro, as obras mudaram o cenário local. A ampliação da Linha 4 do metrô (ligação da zona sul com a Tijuca) e a implantação de BRTs (Bus Rapid Transit), que vão conectar regiões mais afastadas a áreas olímpicas, estão a mil por hora.

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As obras, claro, atrapalham, especialmente ao já complicado trânsito carioca. Mas nada tira o brilho da Barra. Os aficionados que forem conferir as passadas largas de Usain Bolt nas pistas de atletismo, ver o salto com vara de Isinbayeva ou torcer para os grandalhões do vôlei do time de Bernardinho devem reservar um tempo para curtir a Barra além do Parque Olímpico.

Praia de Grumari. Foto: Alexandre Macieira, Riotur, divulgação

Começar pelas praias é quase uma obrigação. São de cair o queixo. Dezoito quilômetros de extensão de um litoral de águas claras. Umas mais agitadas, outras mais calmas. Destaques para Grumari, Macumba, Pepê e Prainha — todas frequentadas por jovens que buscam ondas para surfar. A praia do Abricó, situada em área de proteção ambiental, é naturalista. Mas há mais do que praias. A Barra vai além de sol e mar (embora isso seja muito bom). Me atrevi a fazer um pequeno ranking das melhores opções de passeios.

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1. Museu Casa do Pontal
Ao primeiro olhar, você vai achar que é uma casa de campo, em meio ao verde. Mas é muito mais. O museu encravado em uma área de 12 mil metros quadrados traz uma grande surpresa para quem aprecia arte. Instalado em uma reserva ecológica no bairro Recreio, traz obras de 200 artistas oriundos de 24 Estados do Brasil, mostrando atividades festivas, imaginárias e religiosas. O acervo foi reunido pelo colecionador francês Jacques Van de Beuque.

2. Eco Safari
Um dica um pouco mais aventureira. O Rio Eco Esporte oferece um passeio pelas principais lagoas da Barra. No canal de Marapendi, é possível pegar uma lancha ou barco e ver de perto jacarés de peito amarelo (sim, eles parecem mansinhos, mas só parecem) e capivaras, as donas do pedaço.

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3. Museu da CBF
A sigla CBF não nos remete a fatos legais ultimamente. Mas deixe de lado as broncas da Confederação Brasileira e curta o espaço destinado a contar a trajetória da Seleção. A galeria divide sua exposição em cinco ambientes: Origens, Uma lenda centenária, Uma galáxia de troféus, Reis do mundo e Nós somos canarinhos. Há vários módulos no quais os visitantes podem interagir em meio aos craques da Seleção. Aberto todos os dias, das 9h às 17h, com ingresso a R$ 22.

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4. Floresta da Tijuca
Alugue um Jipe Tour e suba em direção ao Alto da Boa Vista. Não irá se arrepender. Lá em cima, em meio a árvores gigantes e das mais variadas espécies, dê uma parada para conferir a Vista Chinesa e a Mesa do Imperador — sim, ele, familiares e convidados comiam com uma vista e tanto do Rio. Quem estiver em forma e gosta de pedalar, dá para fazer este trajeto de bike, com guia.

Vista da Mesa do Imperador. Foto: Ricardo Zerrener, Riotur, divulgação

5. Sítio Burle Marx
Sabe aqueles lugares em que você acha que está em outro mundo? É bem assim a sensação de quando se está no Sítio Roberto Burle Marx. Gostaria de ter conhecido o Roberto, pois o lugar que ele idealizou é demais. Em uma área de 356 mil metros quadrados, reuniu cerca de 3,5 mil espécies de plantas tropicais e subtropicais. Não vá de sapato e roupa quente, pois a caminhada é longa e com subidas. Mas vale a pena. As visitas são agendadas e custam R$ 15.

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6. Shopping VillageMall
Se você prefere um passeio mais fechado e quer fazer seus olhos brilharem diante de grifes internacionais e nacionais, reserve um bom tempo no local. Dicas: os restaurantes Pobre Juan e o CT Brasserie.

7. Lugares para comer bem e dançar
Destaques para o Alambique Maxicana (cachacinhas com sabores para abrir o apetite antes da costela de porco assada e aipim frito), Bar do Oswaldo com suas tradicionais batidas (não perca as de maracujá e de côco) e feijoada aos sábados e o restaurante mexicano Los Frick (que pimentinha forte). Para terminar a noite, siga em direção à boate Pink Elefant. Músicas eletrônicas, funk, rock e mais diversos ritmos fazem da casa um lugar de sucesso garantido.

*O repórter viajou a convite do Sheraton Barra Rio de Janeiro Hotel, do Rio Convention & Visitors Bureau e da Avianca

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