Thriller "Horas de Desespero" tem muita adrenalina e pouco conteúdo Diamond Films/Divulgação

Owen Wilson e Lake Bell no filme que ainda tem Pierce Brosnan no elenco

Foto: Diamond Films / Divulgação

Em cartaz nos cinemas, Horas de Desespero é um thriller de ação, mas mais parece de horror, tamanho apuro pelo qual passa a família de um engenheiro norte-americano (Owen Wilson) em viagem à Ásia. Não à toa, o longa é assinado por John Dowdle, diretor de filmes de terror que aqui estreia no gênero.

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Na trama, Jack Dwyer, o personagem de Wilson, é um funcionário de uma multinacional que explora recursos naturais no Terceiro Mundo. O momento em que ele, a mulher (Lake Bell) e as duas filhas pequenas (Sterling Jerins e Claire Geare) chegam ao país que será seu novo posto de trabalho coincide com o início de um golpe de Estado. "Coincidir" não é um verbo adequado, na verdade – mas é melhor não antecipar as razões para que os golpistas façam os Dwyer e todos os demais estrangeiros que encontram pelo caminho alvos de sua ira.

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Horas de Desespero foi filmado na Tailândia, mas o local dos acontecimentos não é identificado. Sabe-se apenas que faz fronteira com o Vietnã – chegar até o país vizinho torna-se o grande objetivo do quarteto.

As aventuras da família em fuga por um lugar exótico parecem não fazer maior sentido a não ser ativar a adrenalina do espectador. Até que, com a volta de um personagem visto no iniciozinho da história, e sobre o qual também é melhor manter segredo (seu intérprete é Pierce Brosnan), uma pequena reviravolta injeta um caráter político à trama.

Jack Dwyaer não se tornará vilão de uma hora para a outra, mas é quase isso. O problema é que sua inocência diante da situação é, sem exagero, constrangedora. Quebra o clima, tira a força do filme, compromete a fruição.

Horas de Desespero
(No Escape)
De John Dowdle
Ação, EUA, 2015, 103min, 16 anos.
Em cartaz no Cinespaço Wallig e no Cinemark Ipiranga, em Porto Alegre.
Cotação: 2 estrelas (de 5).

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