Teatro ganha a cena em Itajaí Rede Itajaiense de Teatro/Divulgação

Foto: Rede Itajaiense de Teatro / Divulgação

As artes cênicas estão mais ativas do que nunca em Itajaí. Resultado de uma vocação natural da cidade para as artes, segundo a diretora da Rede Itajaiense de Teatro, Valéria de Oliveira - mas também do esforço da entidade em agregar artistas e consolidar o calendário. A Rede já é a segunda maior associação de artistas de teatro do Estado, com 60 associados de 13 grupos teatrais diferente,s e a mais efervescente programação local de Santa Catarina.

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Os artistas têm usado o associativismo para driblar a falta de políticas públicas voltadas à cultura e à profissionalização do setor. Uma estratégia que tem dado certo. Com união de forças, a Rede conseguiu manter a pluralidade de linguagens - tem teatro com tecnologia, com bonecos, teatro de objetos e espetáculos de rua. E espaço para todo mundo.

A menina dos olhos da Rede é o Itajaí em Cartaz, festival que está na 10ª edição e este ano atraiu público de mais de cinco mil pessoas em junho. É o único festival local catarinense ininterrupto, produzido desde 2006 graças a um esforço dos artistas em captar patrocínios e financiamentos através de editais. Desta vez toda a programação foi gratuita, uma ação para ajudar na formação de público.

Aumentar o número de espectadores ainda é um dos desafios da Rede, já que a maioria dos grupos não consegue pagar os custos de produção e apresentação das peças apenas com a bilheteria. A entidade mantém as Temporadas da Rede Itajaiense de Teatro, programação mensal de apresentações na Casa da Cultura Dide Brandão, com ingressos de preço simbólico (R$ 20 inteira, R$ 10 meia entrada). A ideia é tornar a ida ao teatro um hábito.

- Falta público ou porque o espetáculo não faz sentido para ele, ou porque ele não está preparado. Teatro faz refletir, levanta o debate, e as pessoas não estão preparadas para entender a arte cênica. Dependemos de um ingresso acessível, uma produção e uma comunicação bem feitas - diz a jornalista e produtora teatral Karoline Gonçalves.

Educação

Os artistas itajaienses também lutam pela abertura de um curso superior em artes cênicas na região. Hoje o mais próximo está na Furb, em Blumenau. Enquanto a faculdade não vem, é nos festivais que os artistas trocam experiências e experimentam o que há de novo. Os grupos participam de eventos nacionais e internacionais de teatro, e trazem capacitações à cidade. A última foi em teatro para a primeira infância.

- Não adianta apenas profissionalizarmos o teatro e acharmos que por isso vamos ter mais público. Precisamos de uma união de esforços e de políticas públicas. A Fundação Cultura e a Secretaria de Educação ainda precisam andar juntas - diz Valéria.

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