Carlos Schroeder: destaque literário, jovem escritor catarinense lança novo livro reprodução/Reprodução

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Nascido em Florianópolis, mas radicado desde 1996 no interior de Minas Gerais, Alex Sens é um dos jovens (28 anos) talentos da literatura contemporânea brasileira. Venceu o Prêmio Governo Minas Gerais de Literatura 2012, na categoria Jovem Escritor, uma bolsa que possibilitou o término de seu livro O frágil toque dos mutilados (Autêntica,  416 páginas, R$ 42,00). Publicado em 2015, o livro foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e é semifinalista do prêmio transnacional Oceanos. Passado ao longo de 28 dias numa pequena cidade litorânea, o romance conta a história de Magnólia, enóloga que visita o irmão e os sobrinhos após ter estado três anos distante, e precisa confrontar o passado neste intenso drama familiar. Conversei com o autor na manhã de ontem, sobre o livro e sua relação com Santa Catarina.

— Eu ainda carrego esse imaginário do litoral, do frio, da água, das praias mais desertas. O mar é um personagem do livro — E continua: — O primeiro lampejo da história surgiu em março de 2009, então foram seis anos até a publicação do livro. Eu fiz muito pesquisa, principalmente entre 2009 e 2013,  para dar verossimilhança aos personagens.

Sens já trabalha na sequência da obra, com a ideia de fechar uma trilogia.

Surpresa literária

A TAG é um clube de experiências literárias, que trabalha no modelo de assinatura. Funciona assim: a pessoa assina e recebe, todos os meses, um kit literário, composto por um livro, uma revista com conteúdo complementar à obra, um marcador de página personalizado e um "mimo" relacionado ao livro do mês, para completar a brincadeira. Detalhe: não divulgam o nome do livro, os leitores só saberão o título quando abrirem seus kits.

Os livros são escolhidos por curadores: cada mês, convidam um grande nome do cenário literário para fazer a curadoria da obra a ser enviada: Cíntia Moscovich, Luis Fernando Verissimo, Letícia Wierzchowski, Sérgio Rodrigues, Mario Prata, Luiz Ruffato, Adriana Lisboa e Mario Sergio Cortella já indicaram livros.

Em julho, completaram dois anos de existência. Na ocasião, lançaram o primeiro livro exclusivo para membros do clube: uma edição de O vermelho e o negro, do francês Stendhal.

Já somam mais de dez  mil associados, de todos os estados brasileiros. A maioria está localizada em São Paulo, seguido por Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. As mulheres representam 70% dos membros do clube.

Para o ano que vem, segundo Tomás Susin, um dos fundadores, a expectativa é chegar a 30 mil associados, impulsionados pelo aplicativo próprio, que lançarão, e uma loja virtual para venda de produtos literários.

Diário de um leitor

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Oscilando entre a prosa poética e a dramaturgia, o carioca Leandro Jardim usa a escritura para pensar o amor no inventivo A angústia da relevância (Oito e meio, 105 páginas, R$ 38,00). O estopim da narrativa é o encontro do narrador, aspirante a escritor,  com  o poeta Joaquim, numa mesa de bar. E pelos passos trôpegos dele conhecemos a blogueira niilista Inês, mas também uma espécie de fome intrínseca, de amar e escrever. O narrador, o poeta e a blogueira, estabelecem um triângulo linguístico, onde seus anseios sobrepujam os delírios da escrita. Essa armadilha, ou jogo de armar, é o grande trunfo do romance de estreia de Jardim, que se alicerça, sobretudo, numa frase do Borges (que aparece no terço final do livro): "... todas as formas têm sua virtude em si mesmas, e não num conteúdo conjectural".  Pode parecer um simulacro vilamatiano, mas não é: o tempero brasileiro é forte e o leitor atento perceberá que as sonoridades da música e da poesia brasileira invadem o livro em diversos momentos. Os personagens descobrem que é impossível entender o amor, mas também a escritura. 

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