Dunkirk, filmaço em cartaz em SC  warner/Divulgação

Foto: warner / Divulgação

Esta coluna foi produzida pela Redação do Diário Catarinense. O colunista Cacau Menezes está em férias e retorna a este espaço em agosto. 

Por Stéfano Souza

O primeiro disparo da cena inicial de Dunkirk já anuncia o que virá pelos próximos 115 minutos. O novo longa de Christopher Nolan preenche a sala de cinema com angústia e desespero desde o começo da trama. É o grande filme em cartaz em SC esta semana.

O espectador, assim como os cerca de 400 mil soldados aliados que esperavam um resgate marítimo em uma praia da França na 2ª Guerra, fica encurralado. Na tela, por tropas alemãs no mar e na terra. Na poltrona, por estampidos, disparos e estrondos de uma trilha que vai crescendo e transforma tudo em apreensão. A ausência de diálogos longos não diminui a tensão, pelo contrário. A cada novo alerta sonoro, o medo nos olhos dos personagens é compartilhado por quem assiste, imóvel na cadeira.

A história se divide em três núcleos que nos colocam dentro do conflito: por terra, dois jovens combatentes lutam pela sobrevivência; por água, um veterano marinheiro (Mark Rylance, ganhador do Oscar de coadjuvante por Ponte dos Espiões) parte da costa inglesa com o filho e um ajudante, atendendo chamado da Grã-Bretanha. Por ar, um piloto inglês (Tom Hardy) comanda um grupo de caças contra aviões alemães que atacavam embarcações e tropas aliadas.

Narradas de perspectivas temporais distintas, uma semana, um dia e uma hora, as vidas dos personagens se cruzam em um clímax que segue a mesma balada do filme: eufórico e arrebatador.

Mesmo com algumas imprecisões históricas, o enredo pode dar a entender que o heroísmo do resgate ficou restrito a uma pequena parcela de embarcações civis (na verdade, foram os destróiers, que afundavam como barquinhos de papel durante o longa, os responsáveis pela evacuação dos 350 mil soldados da praia - um obrigado aqui ao colega Leonardo Gorges pela informação), o diretor britânico foi preciso nos acertos e entregou uma obra de guerra avassaladora sem mostrar quase nenhum "inimigo". Favorito, até o momento, em categorias técnicas e candidato a melhor filme no Oscar 2018.  

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