Morre nos EUA o lendário comediante americano Jerry Lewis Reprodução/Reprodução

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O veterano comediante americano Jerry Lewis, que conquistou milhões de fãs em todo o mundo com suas comédias rasgadas em uma carreira que se estendeu por seis décadas, faleceu neste domingo aos 91 anos, informou seu agente à AFP.

Um dos comediantes mais populares dos anos 1950 e 1960, Lewis aperfeiçoou a interpretação de palhaço irreverente em filmes como "O Professor Aloprado" (1963), mas também foi celebrado como escritor, ator e filantropo.

"Muito tristemente, Jerry Lewis faleceu", disse à AFP seu agente, Jeff Wijtas. A revista Variety havia noticiado a morte do comediante na manhã deste domingo em Las Vegas.

Celebrado nos Estados Unidos e no exterior, recebendo inclusive uma indicação ao prêmio Nobel da Paz em 1977, Lewis ficou tão conhecido por seus esforços incansáveis para promover a conscientização da distrofia muscular quanto pela comédia pastelão, sua marca registrada.

Ao longo de 45 anos, ele arrecadou cerca de 2,45 bilhões de dólares no combate à doença com um evento anual na televisão.

Nascido em Newark, Nova Jersey, com o nome de Joseph Levitch, filho de um casal de artistas de Nova York, Lewis subiu aos palcos pela primeira vez com a tenra idade de 5 anos, quando atuou em "Brother, Can You Spare a Dime?" (Irmão, você pode me emprestar uns trocados?).

Aos 15 anos, já tinha seu própria número de dublagem e chegou aos ouvidos de agentes de talentos de Nova York, embora apenas uma causa de teatro burlesco de Buffalo tenha demonstrado interesse.

Aos 20, no entanto, tudo mudou para Lewis, quando ele embarcou naquela que seria possivelmente uma das parcerias de maior sucesso do mundo do entretenimento com o elegante e sedutor Dean Martin.

Os dois alimentavam um ao outro em hoje números clássicos da comédia, como tombos, trotes e muita água gaseificada. Os dois assinaram um contrato de longo prazo com os estúdios Paramount Pictures e estrelaram "Amiga da Onça", em 1949. No filme, Lewis teve uma atuação que chegou a ser descrita como "a coisa mais engraçada do filme".

- 'Terminar o que comecei' -

Outros filmes notáveis no repertório de Lewis foram "Deu a louca no mundo" (1959), "O Rei dos Mágicos" (1958) e "Rir é Viver" (1984).

Ao longo de 50 anos, sua arrecadação em bilheterias totalizou 800 milhões de dólares, uma cifra impressionante uma vez que os ingressos de cinema não custavam mais de 50 centavos de dólar no auge de sua popularidade.

Após 17 filmes juntos, a parceria Lewis-Martin terminou em 1956, mas Lewis continuou sua carreira na comédia e em Hollywood. Ele ganhou elogios por seu papel dramático em "O Rei da Comédia", filme de 1983 de Martin Scorsese, coestrelado por Robert De Niro. O longa demonstrou sua versatilidade interpretativa.

Nas últimas décadas, Lewis teve muitos problemas de saúde e chegou a ser declarado morto em 1982 após sofrer um ataque cardíaco. Dez anos depois, ele foi diagnosticado com câncer de próstata e em 1997 descobriu que tinha diabetes. No ano 2000, um diagnóstico de meningite espinhal fez sua saúde se deteriorar ainda mais.

Mas ele estava determinado a não deixar sua saúde frágil impedi-lo de trabalhar até quando fosse possível. E em 2011, ele chegou a trabalhar em uma adaptação de "O Professor Aloprado" para um musical da Broadway.

"Eu tenho que terminar o que comecei", disse Lewis ao Los Angeles Times em entrevista em 2010. "Quero fazer isto antes de partir", concluiu.

* AFP

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