Com nova formação, Barão Vermelho traz para SC turnê que celebra seus 35 anos  Leo Aversa/Divulgação

De chapéu, Rodrigo "Suricato" é o novo integrante do grupo

Foto: Leo Aversa / Divulgação

Depois de um hiato de quatro anos, o Barão Vermelho volta aos palcos para a turnê comemorativa dos 35 anos da banda, completados em 2016. Com uma nova formação – saiu Frejat, entrou Rodrigo Nogueira, um dos fundadores da banda Suricato, finalista da primeira edição do reality musical Superstar, da Rede Globo –, o grupo faz show nesta sexta-feira, em Tubarão, e no sábado, em Florianópolis.

A turnê Barão Vermelho Pra Sempre apresenta músicas que ficaram marcadas na história do rock brasileiro, como Bete Balanço, Todo Amor que Houver Nessa Vida e Pro Dia Nascer Feliz, composições que um dia também foram interpretadas por Cazuza.

Por e-mail, Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclado), dois dos músicos fundadores do Barão, e Rodrigo "Suricato" bateram um papo sobre a nova fase. Confira:

Como foi a decisão de voltar para comemorar os 35 anos da banda?  
Maurício Barros: O grupo não se reunia desde 2012. O plano de voltar esse ano já existia desde a turnê anterior, já que na última década a banda vinha realizando turnês comemorativas, de tempos em tempos. Isso acontecia em função dos projetos solo de alguns integrantes. Meses antes de darmos início às conversas sobre o retorno da banda, o Frejat nos informou que pretendia dar continuidade à carreira solo e que não iria para a estrada conosco. Mas achamos que estava na hora do Barão Vermelho voltar.

Como rolou o convite para o Rodrigo Suricato entrar no lugar de Frejat?
Maurício Barros: No ano passado, participei da turnê Nivea Rock Brasil, que passou por algumas capitais do país homenageando o rock nacional. A banda do projeto foi reunida pelo Liminha (ex-Mutantes), que me convidou para os teclados, ao lado do Dado Villa-Lobos e Rodrigo Suricato nas guitarras. Ao longo dos ensaios e shows, pude perceber o talento do Suricato. Acabamos ficando amigos e quando surgiu a necessidade de ter alguém no lugar do Frejat, pensei nele e comentei com o pessoal do grupo. Todos curtiram a ideia e fiz o convite. Para nossa alegria, ele topou na hora. Dias depois, entramos num estúdio para levar um som e ele, por ser fã assumido do Barão, conhecia todo o repertório, inclusive músicas menos conhecidas.

A sintonia rolou logo de cara?
Rodrigo Suricato: Sim. No primeiro encontro tocamos 19 músicas apenas do que me lembrava de cabeça. Fui acolhido com muito carinho por todos, tanto artisticamente quanto pessoalmente. Nossas personalidades tem convivido muito bem e parece que somos amigos há muito tempo. É uma alegria ser um Barão.  

Como é para você estar à frente do grupo, como o cara mais novo da banda, cantando as canções que um dia foram interpretadas por Cazuza e Frejat?
Rodrigo Suricato: Também sou compositor e costumo cantar o que escrevo. Mas tem sido incrível interpretar essas deliciosas canções numa nova condição. Mesmo sendo fã de longa data nunca senti nenhuma espécie de peso. Claro que rola uma energia, mas jamais peso. Trata-se de música e música é uma alegria. Não sei ser outra pessoa e não acredito que exista um ser humano mais especial que os outros. Costumo dizer que estou sucedendo Frejat e Cazuza, jamais substituindo-os. São grandes referências para mim, mas estou de olho no futuro.

Por que vocês decidiram regravar Brasil para marcar a nova formação do grupo?

Guto Goffi: Como nós estávamos muito no início de nossa convivência e ainda não havíamos composto novas canções juntos, resolvemos optar por uma regravação, e o Cazuza é uma referência feroz do rock para nós que começamos juntos e sabemos bem o valor e calor de sua poesia. Gosto muito do arranjo que criamos, sonoridade e pegada roqueira cruel como a letra atualíssima.

Pretendem lançar material inédito?
Guto Goffi: É claro que sim, para o artista o que interessa é o novo, o que passou, está no jornal de ontem, tem muito valor, mas já foi. O Barão tem muito calibre sonoro e poesia para cuspir flores e quem sabe reinventar o mundo!

Vocês acham que o rock brasileiro ainda tem fôlego para ser o gênero que denuncia, critica e cutuca, como um dia já foi?
Guto Goffi: O rock que o Barão Vermelho é capaz de fazer, dá pra reinventar o mundo, expor os mesquinhos de vergonha, explodir o palácio dos corruptos, cuspir nos falsos bonzinhos, não temos mais idade para sermos mal amados.

Agende-se
Barão Vermelho Pra Sempre
Quando: sexta-feira, às 22h, em Tubarão, e sábado, em Florianópolis, com início previsto para às 20h
Onde: Em Tubarão, no Hangar Eventos (Rua Padre Geraldo Spettmann, 737) e, em Florianópolis, no P12 (Servidão José Cardoso de Oliveira, s/nº, Jurerê Internacional)
Quanto: Tubarão, a partir de R$ 40 (lote solidário), à venda no Minha Entrada. Em Florianópolis, a partir de R$ 80 e R$ 40 (meia), à venda via Ingresso Rápido. Na Capital, há desconto de 50% para sócio e acompanhante do Clube do Assinante na compra do ingresso antecipado na loja do Beiramar Shopping (Rua Bocaiúva, 2.468, Centro)

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