Conheça "O Tropicalista", projeto de arte que transformou um apartamento no Centro da Capital em galeria de arte Diorgenes Pandini/DC

Marco D.Julio e Marcelo Fialho formam O Tropicalista.

Foto: Diorgenes Pandini / DC

Inspirado na riqueza cultural (e natural) tupiniquim, um projeto em Florianópolis de arte, design, moda e, principalmente, de encontros, propõe um mergulho na brasilidade por meio da fusão da tradição artesanal com a tecnologia. É O Tropicalista, formado pela dupla Marco D.Julio e Marcelo Fialho. Desde 2011 na Capital, o projeto é um laboratório de experimentação de práticas artísticas em diferentes linguagens.

— Sempre nos perguntam o que é O Tropicalista. A gente pensa como um laboratório de pesquisa e desenvolvimento de vários projetos que são de nosso interesse — diz Marcelo Fialho, médico psiquiatra, artista e designer de moda.

Companheiros de vida e de arte, há 15 anos Fialho e D.Julio trabalham juntos, e desde o começo a proposta era produzir encontros. O lar-instalação, onde eles moram, é o ponto de partida. O apartamento no Centro da Capital é uma galeria, ou uma selva, ou uma instalação, ou um ateliê. Vesúvio, o gato dengoso do casal, orna o espaço junto a plantas trazidas da rua (galhos de podas dos jardins vizinhos são revividos pelos dois), estátuas, estampas, esculturas têxteis, cerâmicas, lenços, louças, colares. Não há limites entre o natural, o artesanal e o tecnológico.

—É nossa terceira casa e terceira instalação. Tem a ver com a coisa de andar a pé, em transporte público. As caminhadas são fundamentais nesse processo. Em 2011, quando viemos para Florianópolis e montamos a "entidade" O Tropicalista, começamos a discutir questões teóricas: Hélio Oiticia, o Movimento Antropofágico, o Modernismo. O conceito de brasilidade e hibridismo não está esgotado, ainda não entendemos nada — diz Fialho.

Além dos encontros (para convidados), O Tropicalista produz trabalhos que transitam em vários universos e propõe discussões acerca da arte contemporânea e a dissociação ou não do virtuosismo da técnica. Pela casa-instalação, estão as criações dos dois, de produção pequena, mas industrial: panôs de seda com linho, tecidos estampados que se transformam em esculturas têxteis, louças de cerâmica. As estampas, aliás, estão disponíveis para download na web.

— Pode entrar no site e imprimir, em diversas dimensões. As pessoas podem se apropriar e fazer a própria floresta. Parte da gente, mas não se limita na gente — diz Marco D.Julio.

A obra Jungle, por exemplo, é um painel composto por 110 folhas tamanho A3 que, juntas, compõem uma imagem de 2,70 por 4,20 metros, combinação que evoca o aspecto de floresta tropical. Em 2014, o projeto foi premiado pelo 4º Salão Internacional de Design de Superfície de Santa Maria. As criações já passaram pelos principais espaços expositivos de Santa Catarina e estão à venda em galerias.

Na CasaCor - obras da dupla estão expostas na CasaCor. Eles também participam no local na próxima terça (26) de um bate-papo sobre arquitetura, urbanismo, design e comportamento.

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