O conteúdo da mostra Queermuseu, que estava em exposição no Santander Cultural e foi cancelada após críticas nas redes sociais, em Porto Alegre, foi motivo para embate entre parlamentares no plenário da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (12). No início da noite, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) leu que Promotoria da Infância e da Juventude da Capital informou que "não há referência à pedofilia" na mostra. Após o pronunciamento de Wyllys, parlamentares, principalmente da bancada evangélica, começaram a gritar contra a fala do político do PSOL. As informações são do jornal O Globo.

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Os deputados, como Major Olímpio (SD-SP), gritavam "mentiroso" contra Wyllys, que tentava ler a notícia, afirmando que a exposição tinha obras de artistas como Portinari. Wyllys respondia aos insultos chamando os colegas de "bando ignorantes.

O tumulto começou quando o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) usou seu tempo de fala para mostrar obras presentes na exposição. Nesse momento, Wyllys tentava expor fotos do parecer da promotoria. Após apresentar as imagens no Plenário, Feliciano usou o microfone da Casa para dizer que não existiu ditadura no Brasil.

— Não teve ditadura aqui. Foram 20 anos e apenas 300 pessoas mortas — disse.


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