Confira cinco atrações imperdíveis na Feira do Livro de Rio do Sul Divulgação/Divulgação

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A grande festa do livro e da leitura do Alto Vale do Itajaí começa nesta terça-feira com a abertura oficial às 20h, no Parque Universitário Unidavi, e prossegue até domingo, dia 8, com dezenas de atrações gratuitas para todos os públicos. São 12 estandes de livreiros e editoras, além dos espaços institucionais da Fundação Cultural, Biblioteca Pública, Museu Histórico e apoiadores.

Desde sua retomada, em 2013, a feira é um dos palcos de ideias mais interessantes de Santa Catarina: nomes como Luis Fernando Verissimo, Arnaldo Antunes, Edney Silvestre e Humberto Gessinger já passaram por lá. O público poderá participar das 8h30min às 22h de 4 a 6 de outubro (quarta a sexta-feira), das 9h30min às 22h no dia 7 (sábado), e das 10h às 18h no dia 8 (domingo). É uma realização da prefeitura, Fundação Cultural e Biblioteca Pública Municipal, com correalização da Associação da Fundação Cultural (Asfuc) e do Serviço Social do Comércio (Sesc), além do apoio da Associação de Escritores do Alto Vale do Itajaí e do Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi). O patrocínio é da Caixa Econômica Federal e do Bradesco. A programação completa está disponível no site www.feiradolivrorsl.com. 

Confira quais são as cinco atrações imperdíveis da feira deste ano:

Oficina Cartas para Frankenberger, com Carmen Marangoni
4 e 5  de outubro, quarta e quinta-feira, 19h

O livro Cartas para Frankenberger reúne cartas ao colonizador da cidade, Francisco Frankenberger, que possibilitam uma viagem pela história de Rio do Sul. Carmen Marangoni traça paralelos entre passado e futuro e narra, às vezes em tons poéticos, também como enxerga a cidade hoje. Conta como foi parar na capital do Alto Vale e descreve a chegada do colonizador por meio de registros resgatados em seu diário (inclusive o envio e a chegada de correspondências que trocava com familiares na Alemanha).  A oficina proporciona uma relação mais íntima com produção de cartas, além de apresentar as cartas mais famosas da história mundial.

Debate com Deonísio da Silva e Moacir Pereira
5 de outubro, quinta-feira, 20h

A mesa Literatura Catarinense: Autores e Revelações, com o escritor e professor Deonísio da Silva e o jornalista Moacir Pereira, ambos da Academia Catarinense de Letras, é um importante espaço de discussão e difusão da produção local. Catarinense de Siderópolis, Deonísio da Silva vive no Rio de Janeiro. É doutor em Letras pela Universidade de São Paulo e membro titular da Academia Brasileira de Filologia, da qual é o vice-presidente atual. É autor de 34 livros, com destaque para os romances Avante, Soldados: Para Trás, agraciado com o Prêmio Internacional Casa de las Américas, em júri presidido pelo Prêmio Nobel José Saramago; Teresa D’Ávila, premiado pela Biblioteca Nacional, e Lotte & Zweig, premiado pela Academia Catarinense de Letras. O jornalista, advogado e escritor Moacir Pereira é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e da Academia Catarinense de Letras. É colunista do Diário Catarinense, comentarista da NSC-TV e da CBN-Diário de Florianópolis.

Palestra Literatura Indígena, com Kaká Werá Jecupé
6 de outubro, sexta-feira, 9h 

Índio de origem tapuia, Kaká Werá Jecupé é escritor, ambientalista, conferencista e fundador do Instituto Arapoty, organização voltada para a difusão dos valores sagrados e éticos da cultura indígena. É empreendedor social da rede Ashoka de Empreendedores Sociais e luta pelo desenvolvimento de uma cultura da paz pela promoção do respeito à diversidade cultural e ecológica. Já viajou e palestrou em diversos países, como: Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Índia, Escócia, México e França, sempre procurando levar mensagens da sabedoria dos povos ancestrais do Brasil. Tem diversos livros publicados, com destaque para As Fabulosas Fábulas de Iauaretê, O Trovão e o Vento e A terra dos Mil Povos.

gabriel o pensador
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Bate-papo com Gabriel, O Pensador
6 de outubro, sexta-feira, 20h

O famoso rapper chega ao Alto Vale com sua ginga e simpatia para um bate-papo informal sobre os seus processos criativos. Ainda menino, Gabriel escrevia letras de música na escola e, em 1992, começou a carreira artística com a fita demo Tô Feliz (matei o presidente), censurada pelo Ministério da Justiça pouco antes da renúncia do então presidente Fernando Collor de Melo. Gravou sete álbuns e um DVD. Na literatura, publicou Diário Noturno, em 2001, e Um Garoto Chamado Rorbeto, prêmio Jabuti de melhor livro infantil em 2006.

espetáculo infantil no dorso do rinoceronte
Foto: Divulgação / Divulgação

Show musical infantil No Dorso do Rinoceronte, com Emilio Pagotto e Silvio Mansani
8 de outubro, domingo, 15h

Os compositores e músicos Emilio Pagotto e Silvio Mansani se debruçaram sobre o universo infantil no ótimo CD No dorso do Rinoceronte – Música Inteligente para Crianças Independentes, onde exploram diversas linguagens musicais, passeando pelo baião, samba, jazz e marchinha, criando uma atmosfera sobretudo lúdica, sem deixar de lidar com temas mais introspectivos, como a tristeza. O show passeia pelo repertório do CD e mostra o talento desses dois músicos ímpares.

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