Orquestra Manancial da Alvorada reinventa trilha sonora de Tempos Modernos, clássico de Chaplin  Marcos Espíndola/Divulgação

Foto: Marcos Espíndola / Divulgação

O projeto Cinema ao Vivo, do Museu da Imagem e do Som (MIS/SC), promove uma experiência que remete às origens do cinema mudo, que devido às limitações tecnológicas costumava tocar ao vivo as trilhas dos filmes. A iniciativa chega à quarta edição com apresentação da Orquestra Manancial da Alvorada, que executa a trilha sonora do clássico Tempos Modernos, de Charles Chaplin. As sessões ocorrem nesta quarta e e quinta-feira, às 20h, e no sábado, às 19h, no Cinema do CIC, em Florianópolis.

A banda estará posicionada nas laterais do palco, para não atrapalhar a visão dos espectadores. O septeto composto por Julian Brzozowski (voz, saxofone tenor e violão), Dandara Manoela (voz e percussão), Rafael Pfleger (baixo e produção), Fabio Cadore (percussão), Leonardo Schmidt (guitarra e percussão), Paulo Zanetti (saxofone tenor e clarone) e Gabriel Dutra (bateria e sintetizador) começou as atividades no começo de 2016, na Capital. Nesta apresentação, haverá ainda a participação do pianista Diogo de Haro, convidado especial que vai comandar os sintetizadores.

MIS - SC - projeto Cinema ao VivoOrquestra Manancial da Alvorada faz trilha sonora ao vivo do filme Tempos Modernos
Diogo de HaroFoto: Marcos Espíndola / Divulgação

Com um som cheio de misturas e difícil de definir (eles brincam que é uma world music vira-lata), o grupo vai explorar uma técnica temporal desenvolvida pelo compositor minimalista Terry Riley, que distribuía temas auto-harmonizáveis sem hierarquia em partituras, coordenados por meio da regência, e que permitiam que os musicistas escolhessem explorar com liberdade o tema que quisessem.

– A gente que escolheu o filme, por causa dessa vontade de sempre tratar temas delicados, sociais, que tenham relevância política, tratem das questões da cidade. As questões que o filme traz são atemporais, e a gente vai conseguir reforçá-las ainda mais com a música – explica Brzozowski, que também é o idealizador do grupo e responsável pela "curadoria de instrumentações e personalidades".

No primeiro ensaio no cinema, na última quarta-feira, o grupo percebeu que acabou respeitando demais o clima do filme e adicionou novos temas em momentos de maior intensidade da trama, mostrando um pouco mais a "cara" da orquestra. 

– É importante que as bandas participantes do projeto se coloquem, imprimam suas características e seu estilo, que no caso da Manancial é uma diversidade de estilos. A ideia é que cada filme com cada banda se torne algo único. E a gente buscou eles porque eles têm essa característica — conta Ana Lígia Becker, administradora do MIS.

Projeto vai passar por cidades do interior

Esta é a quarta edição do Cinema ao Vivo – cada uma teve um filme e um grupo diferentes fazendo a trilha sonora. A primeira, em novembro de 2015, foi com a Banda da Lapa e o filme O Circo. Depois, os Skrotes tocaram a trilha de Nosferatu e a Orquestra de Choro da Escola Livre de Música executou a do filme A General. Esta é a primeira edição com cobrança de ingressos.

— O projeto foi ampliando com o tempo. A gente teve a ideia da itinerância e achou que ele deveria ser autossustentável, então começamos a cobrar. No dia 30 de agosto teve repeteco dos Skrotes e Nosferatu em Lages e há datas com o projeto Estação Cultural, que leva ações da Fundação Catarinense de Cultura para o interior do Estado — explica Ana Lígia.

São quatro sessões em outubro. Nos dias 26 e 27, os Skrotes tocam a trilha de Nosferatu em Pomerode e São Francisco do Sul, respectivamente. No dia 28, Tijucas recebe a exibição de O Circo e, no dia 29, a Orquestra de Choro apresenta a trilha de A General em Laguna. 

Agende-se
Cinema ao Vivo - Tempos Modernos (Charles Chaplin) com trilha sonora da Orquestra Manancial da Alvorada
Quando: quarta e quinta-feira, às 20h, e no sábado, às 19h
Onde: Cinema do Centro Integrado de Cultura - CIC (Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia), à venda na bilheteria do Teatro Ademir Rosa, no CIC
Informações: (48) 3664-2650 ou pela página do evento no Facebook

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