Uma série de exposições a atividades culturais celebram os 156 anos de nascimento de Cruz e Sousa em Florianópolis a partir desta quinta-feira, dia 31. Lendo e Relendo Cruz e Sousa abre oficialmente a programação do Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC)/ Palácio Cruz e Sousa, no Centro da Capital, com obras de Luciane Kroll e Rafael Martins, alunos e artistas da Oficina de Artes do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades da Fundação Catarinense de Educação Especial. A proposta é discutir a invisibilidade social, conceito criado para designar as pessoas que ficam invisíveis socialmente, seja por preconceito ou indiferença. O fenômeno também ocorre com pessoas ilustres que emprestam seus nomes a prédios e monumentos famosos distribuídos pela cidade.

 Memorial Cruz e Sousa se encontra interditado.
Palácio Cruz e Sousa abriga os restos mortais do poeta catarinenseFoto: Daniel Conzi / Agencia RBS

A partir do dia 14 de novembro outras duas ações somam-se à programação: Dizer e Ver Cruz e Sousa e Abalo. A primeira é uma coletiva com obras de 29 artistas, entre eles Cássia Aresta, Carlos Asp, Raquel Stolf, Diego de Los Campos, Sandra Alves, Rubens Oestroem, Silvana Leal e Pedro Driin, e que dialogam com aspectos da vida e obra do simbolista. A curadoria é de Rosângela Cherem e Juliana Crispe.

Abalo foi idealizada como uma intervenção artística que tomará os jardins do palácio que leva o nome do homenageado e abriga o MHSC. Tendo à frente 16 artistas, entre elas Andreza Guerner, Rosana Bortolin, Marta Martins e Anete George, a mostra consiste em duas instalações: uma com troncos de madeira e outra com tijolos. Na primeira, os troncos exibirão colagens e trechos de poemas do simbolista para construir uma espécie de paisagem humana do Brasil. A segunda terá como matéria-prima tijolos de cerâmicas que trarão impressos palavras extraídas dos poemas Livre!, Litania dos Pobres, Tortura Eterna e Invulnerável. Cada tijolo representará uma palavra e eles serão colocados nos jardins do palácio para que sejam manipulados pelo público, formando novos versos.

João da Cruz e Sousa, poeta, escritor catarinense, simbolista
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Cisne Negro

João da Cruz e Sousa foi um dos precursores do Simbolismo no Brasil. Recebeu a alcunha de Dante Negro ou Cisne Negro. Nasceu em Nossa senhora do Desterro em 24 de novembro de 1861 e morreu em Minas Gerais em 19 de março de 1898. Hoje, empresta o nome ao Museu Histórico de Santa Catarina - Palácio Cruz e Sousa, onde também estão depositados seus restos mortais.

AGENDE-SE

Comemoração dos 156 anos do Poeta Cruz e Sousa
O quê: exposição Lendo e Relendo Cruz e Sousa
Quando: terça, dia 31, às 14h30min (abertura). Visitação até 28 de janeiro de 2018, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h
Onde: salas 4 e 5 - térreo do MHSC (Praça XV de Novembro, Centro, Florianópolis)
Quanto: gratuito
Informações: (48) 3665-6363

O quê: exposição Dizer e Ver Cruz e Sousa
Quando: 14/11 a 4/3/2018
Onde: Sala Martinho de Haro do MHSC
Quanto: gratuito

O quê: Abalo – Intervenção Artística nos Jardins do Palácio Crua e Sousa
Quando: 14/11 a 4/3/2018
Onde: jardins do Palácio Cruz e Sousa / MHSC
Quanto: gratuito

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