3 perguntas para Jacob Hemphill, vocalista do SOJA, grupo de reggae que faz show em SC neste sábado SOJA/Divulgação

Foto: SOJA / Divulgação

Embalada pelo lançamento do sétimo disco, intitulado Poetry in Motion, a banda de reggae norte-americana incluiu Balneário Camboriú na turnê brasileira. O show, que tem abertura da carioca Ponto de Equilíbrio, será neste sábado, no Music Park BC.

Em 2017, o SOJA completa duas décadas de estrada. Dono de hits como Rest Of My Life e True Life, o grupo começou em um porão em Washington, D.C., quando os integrantes ainda eram adolescentes. Para o novo álbum, inclusive, eles resgataram a atmosfera de união do passado em uma imersão de três meses no Haunted Hollow Studios, no estado de Virginia, para que os oito integrantes pudessem participar de todas as etapas do disco. As 11 faixas do álbum fazem uma viagem às raízes do grupo, com referências principalmente ao quarto disco, Born in Babylon, de 2009.

SOJA é a sigla para Soldiers of Jah Army, ou Soldados do Exército de Jah em português, o que ilustra um pouco a filosofia 'paz e amor' da banda, conhecida por incluir em seu som elementos do rock, do hip-hop e até de ritmos latinos. Essas misturas fazem com que o grupo tenha um apelo pop e atinja um público que vai além dos fãs do reggae “raiz”.

— Eu nos defino como "SOJA". O resto das definições ficam por conta dos outros — resume o vocalista Jacob Hemphill.

No show em Balneário Camboriú, além da banda Ponto de Equilíbrio, abrem a noite o grupo Oh Jah Jah e o cantor Vitor Kley.

Três perguntas para Jacob Hemphill, vocalista e guitarrista do SOJA:

O que vocês conhecem da cena reggae brasileira e o que pensam do público daqui?
Jacob Hemphill - Nós amamos trabalhar com o Falcão e todos da banda O Rappa. (A relação das bandas começou em 2012, quando Falcão foi convidado para uma fazer participação na música Everything Changes.) Nós também conhecemos Natiruts há bastante tempo. E o público é fantástico. Há uma energia especial. Para nós, os fãs brasileiros são parte do show.

A mensagem que o reggae passa é sobre amor, paz, compaixão. Como vocês se sentem vendo o ódio e o conservadorismo ganhando força no mundo?
J. H - Às vezes, a mensagem do reggae é de amor, paz e compaixão, mas em outras vezes tem que fazer brilhar uma luz e abrir os olhos das pessoas para a existência do ódio e da maldade no mundo. Se a gente expôr isso, pode lutar contra.

O que uma banda de reggae pode fazer para mudar a mentalidade de alguém, ou pelo menos fazer a pessoa pensar sobre todas essas questões?
J. H - Você disse a parte mais importante na própria pergunta. Não estou ativamente tentando mudar a ideia de ninguém. Estou apenas tentando apresentar experiências e sentimentos enquanto faço minhas perguntas. Com sorte, esse processo faz com que as pessoas façam suas próprias e acabem mudando suas ideias sobre as coisas.

Agende-se
SOJA

Quando: sábado (4), às 21h
Onde: Music Park BC (Rua Francisco Corréa, 908, Balneário Camboriú)
Quanto: R$ 80 e R$ 40 (meia) para pista, 2º lote, e R$ 140 para pista premium. Desconto de 30% para sócio do Clube do Assinante e acompanhante na compra do ingresso pelo site Blueticket

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