Olho na França e secação contra a Argentina: um guia para este sábado de Copa FRANCK FIFE/AFP

Ousmane Dembele (à esquerda), Kylian Mbappe (centro) e Steven N'Zonzi (à direita): jogadores franceses no treino

Foto: FRANCK FIFE / AFP

Se vocês não perceberam estamos diante do melhor dia possível, que só chega a cada quatro anos. O Sábado de Quatro Jogos, assim mesmo, em letra maiúscula porque é nome próprio, nos brinda com partidas de dois dos favoritos no Mundial e outros dois jogos que têm tudo para ser divertidos o suficiente para não precisar sair de casa – ou, se sair, ir para algum lugar com TV.

Bem cedo, às 7h, um cafezinho acompanha França x Austrália, na expectativa pela grande safra dos bleus. Na sequência, Messi e companhia enfrentam a Islândia. Na hora do almoço, ficaremos de olho em Paolo Guerrero, liberado para jogar apesar da suspensão por doping. 

E finalizando o dia, a escola croata de qualidade no meio-campo encontra a força nigeriana, que é uma incógnita sempre. Não se preocupe, às 18h você estará liberado. E tem bastante sessão de cinema para arejar a cabeça depois.

Direto da Rússia: acompanhe as publicações de Cacau Menezes e Roberto Alves

Bando de craques à procura de um time

Dos 23 convocados pela França, praticamente todos encontrariam lugar em qualquer lista da Copa. Trata-se de jogadores consagrados nas principais ligas do mundo, em ascensão, com idade ideal e em boa condição física. A qualidade que ostenta a geração dos bleus, dizem, é superior àquela de 1998, ano do único título mundial. Para deixar o time ideal, só falta um Zidane. E está em vias de não faltar mais. Pelas especulações mais recentes, o ex-craque é o mais cotado para assumir a seleção depois da competição. 

Isso é um alento para os adversários. Apesar da grande safra francesa, em campo, o time entrega menos do que promete. Parece um amontoado de craques correndo aleatoriamente. Mas torneio curto como Copa do Mundo vai muito de encaixe. O que os boleiros chamam de dar liga. A primeira chance é agora. Do lado australiano, espera-se um golaço como aquele de Cahill no Beira-Rio em 2014.

Somos todos Islândia (ou qualquer outro)

Nota

A coluna avisa: aqui, se torce contra a Argentina. Até que alguém apresente uma página de jornal argentino apoiando o Brasil, a linha editorial é essa. 

Algumas razões para se juntar no apoio à Islândia. 

  1. Uma ilha no Atlântico Norte com 334 mil habitantes chegar à Copa do Mundo (e Itália e Holanda não) já é uma façanha. Na Euro, a torcida deu show, correspondida por um time aguerrido e divertido. Imagina a festa se ganhar de um país tradicional.
  2. Os coitadinhos sofrem com temperaturas gélidas e pouca luz no inverno. Além disso, vivem sob a ameaça do Eyjafjallajökull (tente pronunciar sem repetir), o vulcão que entrou em erupção em 2010 e cancelou voos por toda a Europa. O futebol é a única alegria (além do IDH, da qualidade de vida, do analfabetismo, da condição econômica...)
  3. Um em cada 10 habitantes da Islândia já publicou um livro. É uma academia de letras cercada de gelo. Como não apoiar a literatura?

Jogos de Sábado

França x Austrália

  • Horário: 7h (horário de Brasília)
  • Local: Arena Kazan
  • Como acompanhar: NSC TV, SporTV e Fox Sports

Argentina x Islândia

  • Horário: 10h (horário de Brasília)
  • Local: Estádio Spartak
  • Como acompanhar: NSC TV, SporTV e Fox Sports

Peru x Dinamarca

  • Horário: 13h (horário de Brasília)
  • Local: Arena Mordovia
  • Como acompanhar: NSC TV, SporTV e Fox Sports

Croácia x Nigéria

  • Horário: 16h (horário de Brasília)
  • Local: Estádio de Kaliningrado
  • Como acompanhar: NSC TV, SporTV e Fox Sports
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Foto: Arte DC

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