Às vésperas do primeiro jogo em casa, Chapecó respira Libertadores Márcio Cunha/especial

Foto: Márcio Cunha / especial

A semana é de ansiedade em Chapecó. Pela primeira vez a Chapecoense vai jogar uma partida de Libertadores na Arena Condá, quinta-feira, 19h30, contra o Lanús. Muita gente já vestia a camisa na tarde desta terça-feira na Avenida Getúlio Vargas, em Chapecó. 

E teve torcedor que já foi olhar o gramado da Arena Condá dois dias antes da partida. Foi o caso do representante comercial Gilberto Santana e de Marcos Teixeira, que trabalha na construção civil.

— Vim ver o palco da estreia, espero que o estádio esteja lotado e que a Chapecoense conquiste um resultado positivo — afirmou Santana. 

Ele lembrou que tem um cliente em Realeza-PR, que vem para o jogo.

— Até que enfim chegamos na Libertadores, antigamente a gente sonhava com isso e até dava risada quando falava no assunto — lembrou Teixeira.

E ele está confiante que o time da Chapecoense vai longe na competição. Além de estrear vencendo o Zúlia fora de casa, por 2 a 1, o time nunca perdeu em casa para times estrangeiros. 

Enquanto isso o funcionário do clube Giovani Gosch pintava a arquibancada e já imaginava um bom resultado. Outro funcionário pintava o campo. E as placas com os nomes Libertadores e Conmebol, já decoravam o entorno do gramado.

Na bilheteria do estádio movimento também foi grande. Das 9h às 16h foram vendidos 160 ingressos segundo o vendedor Diego Grando. Somando os demais pontos de venda o número passava de 500.

O músico Sidinei da Silva e a microempresária Valdicléia Francelino, que são sócios, foram retirar ingresso para o filho, Luan da Silva, de sete anos, que joga na escolinha da Chapecoense. Ele é tão fanático que quer pintar o quarto de verde.

— Quero ser lateral, igual o Apodi – disse o menino.

Sidinei disse que viaja bastante e onde vai todo mundo pergunta da Chapecoense.

— Dá um orgulho ver o time na Libertadores – destacou.

O atendente John Lenon de Barros Bueno, que também é sócio e fez duas tatuagens do clube após a tragédia com o avião da Lamia, também foi comprar ingresso para a filha e o cunhado.

—É inacreditável, é mais que um sonho — falou sobre o jogo da Libertadores.

Foto: Márcio Cunha / especial

E teve até argentino que foi na loja da Chapecoense na tarde desta terça-feira.O engenheiro de alimentos Hernan Elia mora em Buenos Aires, mas está em Chapecó para visitar clientes da empresa para a qual trabalha. Ele comprou dois calções da Chapecoense para os filhos Franco, de 11 anos e Bruno, de sete.

— Eles vão ficar felizes, a Chapecoense virou uma lenda e eles jogam videogame com a camisa e sabem a história do clube – destacou o torcedor do Chacarita Juniors, da segunda divisão argentina.

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