"A Chapecoense tem uma identidade parecida com a minha", afirma Alan Ruschel Márcio Cunha./Especial

Foto: Márcio Cunha. / Especial

Quando foi substituído, aos 27 minutos do segundo tempo do empate sem gols com o Flamengo pela Copa Sul-Americana, Alan Ruschel foi aplaudido efusivamente pelos quase 10 mil torcedores da Chapecoense que estavam na Arena Condá. Afinal, ele representava a superação, a garra, a vitória sobre as dificuldades. Na entrevista coletiva após o jogo desta quarta-feira, o jogador contou que depois de sair da Chape, em 2013, e ir para o Internacional, quis voltar ao time do Oeste catarinense, pois havia se deparado com algo diferente em Chapecó.

— Era um grupo e uma identidade muito parecida com a minha, de pelear, de dedicação, de ralar a bunda no campo — afirma Ruschel.

O lateral repetiu o que disse nos amistosos de Barcelona e Roma, de que estava realizando um sonho pela segunda vez. Ruschel revelou que trabalhou forte e se dedicou para viver esse momento, de conquistar uma vaga na Chape não por piedade, mas por merecimento.

— Estou muito feliz, superei até minhas próprias expectativas — frisa o lateral que virou meia.

 Chapecó, Santa Catarina, Brasil, Arena Condá 13-09-2017.Futebol, Chapecoense enfrenta o Flamengo pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2017.Juan e Tulio de Melo brigam por espaço.Foto Márcio Cunha.Indexador: MARCIO CUNHAFotógrafo: MARCIO CUNHA
Um dos sobreviventes do acidente na Colômbia, Alan Ruschel retribuiu o carinho do torcedor ao deixar o gramado da Arena CondáFoto: Márcio Cunha. / Especial

Alan Ruschel afirmou que, no início da carreira, era meia. Porém, no Juventude, em 2013, o então técnico Lisca o colocou na lateral. Como foi bem, seguiu na posição e acabou sendo contratado pela Chapecoense no mesmo ano. Depois foi para o Inter. O jogador disse que ficou muito feliz quando o técnico Emerson Cris o procurou e perguntou se estava 100% para iniciar uma partida.

— Pelo desempenho que ele teve contra a Roma, vi que estava pronto — ressalta o treinador.

Alan Ruschel foi um dos melhores jogadores da Chapecoense contra o Flamengo, cobrando escanteio, articulando jogadas, sofrendo falta. Por pouco não marcou um gol em um chute cruzado, que obrigou o goleiro Diego Alves a fazer boa defesa.

— É uma sensação única, difícil de explicar por tudo que passei — avalia.

É no exemplo de Alan Ruschel que a Chapecoense se espelha a partir de agora para superar as dificuldades no Campeonato Brasileiro e lutar pela permanência na Série A.

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