Kleina chega com planos de fazer história na Chapecoense e buscar vaga na Sul-Americana Sirli Freitas/Chapecoense

Gilson Kleina foi apresentado oficialmente nesta quinta como técnico da Chapecoense pelo presidente Plínio David de Nes Filho

Foto: Sirli Freitas / Chapecoense

Com a sala de imprensa cheia e a presença da maioria dos dirigentes, além do técnico interino Emerson Cris, o novo comandante da Chapecoense, Gilson Kleina, foi apresentado nesta quinta-feira. Ele falou por cerca de 20 minutos. Elogiou o trabalho do interino e também a postura do time na vitória por 3 a 2 diante do Atlético-MG. Disse que o resultado positivo foi construído com jogadas e não por acaso.

— O futebol apresentado nos enche de esperança. Entendo que aos poucos vai entrar a nossa metodologia. Temos que colocar esse espírito dentro de casa. Só não podemos trabalhar na empolgação com a vitória, pois é um campeonato de regularidade. Esperamos que a gente possa ter um crescimento domingo, que possamos criar nossa identidade. Vejo um grupo qualificado, comprometido e vamos fazer aflorar o foco para ter uma situação mais confortável para a Chapecoense— projeta.

O novo treinador privilegia o diálogo e quer ouvir todos os setores. Gosta de organização e não trabalha para agradar ninguém, mas para buscar a perfeição do trabalho.

— Tem que colocar uma mentalidade vencedora, mas para isso são necessários alguns sacrifícios — destaca.

Gilson Kleina , Chapecoense
Kleina pediu o apoio da torcida da Chape para o duelo de domingo, diante do FluminenseFoto: Sirli Freitas / Chapecoense

Kleina lembrou de seu trabalho na Ponte Preta, onde foi vice-campeão paulista, e lamentou a perda de jogadores como Willian Pottker e Clayson para o Brasileirão. Ainda elogiou o trabalho de reconstrução da Chapecoense. Disse que diagnosticou que o time no início fazia e levava muitos gols, depois não levava mas também não fazia. Afirmou que não sabe a identidade da Chape e terá que trabalhar para montar uma equipe equilibrada.

Kleina deve manter o time que venceu o Atlético-MG. No entanto, no treinamento desta sexta, também vai observar os jogadores que não atuaram. Ele aproveitou para pedir o apoio da torcida no jogo de domingo, diante do Fluminense. O técnico já sentiu a força da Arena Condá em 2013, na derrota por 1 a 0, na Série B.

— O que vamos querer no domingo? Temos que ter a mesma personalidade, a mesma mentalidade de vencer. Campeonato Brasileiro quando não consegue fazer o dever de casa tem que buscar fora. Aí vem o papel da torcida, a confiança aflora, cria clima arquibancada, o jogador sabe que vai ter que se doar mais. É um clima que não se consegue explicar, não tem coisa melhor que estádio cheio — ressalta.

O treinador espera cumprir o contrato com o Verdão até o final, em 2018, além da permanência na Série A e buscar uma vaga na Sul-Americana.

— Quero fazer história positiva dentro desse clube sim, espero que eu possa concretizar isso — frisa.

Além do novo treinador foram apresentados também o auxiliar Juninho e o preparador físico Fabiano Xhá, que foi campeão com o clube em 2007, com o técnico Agenor Piccinin. Xhá se disse impressionado com a mudança da Chape. Naquela época, faltava até material para treinar e a folha oscilava entre R$ 60 mil e R$ 70 mil. É é para manter a Chapecoense no patamar da elite que o novo trio chegou na Arena Condá.

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