Alerta ligado: defesa da Chapecoense sofre 13 gols nos últimos cinco jogos GUILHERME ARTIGAS/ESTADÃO CONTEÚDO

Chapecoense levou 5 a 1 na estreia do Campeonato Brasileiro

Foto: GUILHERME ARTIGAS / ESTADÃO CONTEÚDO

A pior estreia em Campeonatos Brasileiros, levando 5 a 1 do Atlético-PR, deixou o torcedor da Chapecoense preocupado. A frustração aumentou porque o time vem da perda do título do Campeonato Catarinense, em casa, para o Figueirense por 2 a 0. O Verdão do Oeste levou 13 gols nos últimos cinco partidas - oito no segundo tempo e cinco no primeiro -, quase três gols a cada 90 minutos. Inexplicável para a defesa que vinha de nove jogos sem ser vazada.

– Foi um jogo atípico. O Campeonato Brasileiro é muito difícil e desde o tempo que eu jogo é complicado atuar lá. Além do gramado (sintético), o time deles atua de uma forma diferente, com todo mundo defendendo e atacando ao mesmo tempo. Vamos conversar com o grupo. Talvez a gente tenha que ser proteger mais e jogar no erro do adversário. Domingo vamos buscar a vitória para que tudo volte à normalidade – afirmou o atual gerente de futebol e ex-goleiro da Chapecoense, Nivaldo.

As mudanças no time titular promovidas pelo técnico Gilson Kleina em relação à partida contra o Figueira, na final, poderiam ser uma explicação. Mas na sequência sem levar gols, a Chape também mudou bastante. Inclusive, a série invicta teve início com a dupla Fabrício Bruno e Douglas na zaga e terminou com Rafael Thyere e Nery Bareiro, que ficaram mais tempo sem serem vazados.

O esquema 4-3-3, usado contra o Atlético-PR, também esteve em algumas partidas da série invicta da defesa. Na maioria das vezes que isso aconteceu, Wellington Paulista e Guilherme tiveram um terceiro jogador: Osman, Nadson ou Arthur Caíke. O técnico ainda fez mudanças entre Apodi e Eduardo, na lateral direita, e Bruno Pacheco e Vinícius Freitas na esquerda. No meio, a formação que mais atuou na sequência teve Amaral, Márcio Araújo e Amaral.

– A derrota não passou pelos três atacantes. Tivemos uma formatação diferente para esse jogo. Neutralizamos no primeiro tempo. Eles têm muita movimentação, colocam os 10 jogadores no campo adversário e optam pelo contra-ataque mano a mano. Fazem bem as infiltrações. Levamos os últimos dois gols quando estávamos no 4-4-2. Fizemos o mais importante, que era sair na frente. Tomamos dois gols que têm que dar mérito ao adversário. Erramos, porque não encurtamos a origem da jogada – reconheceu Kleina.

Na volta para Chapecó, na tarde desta segunda-feira, a Chapecoense preservou os jogadores na chegada. O Verdão do Oeste retoma os trabalhos na terça-feira, quando começa a preparação para a partida diante do Vasco da Gama, no domingo às 16h, na Arena Condá.

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