Jandrei alcança marca de 76 partidas seguidas pela Chapecoense no Brasileirão Darci Debona / Diário Catarinense/Diário Catarinense

Depois de um ano bom em campo mas turbulento na relação com a torcida, Jandrei agora quer descansar e curtir a filha Pietra

Foto: Darci Debona / Diário Catarinense / Diário Catarinense

O goleiro Jandrei, da Chapecoense, alcançou no domingo a marca de 76 jogos ininterruptos como titular ao longo do Brasileirão. Foram dois anos inteiros defendendo a meta do Verdão. O último arqueiro antes dele a defender o gol do clube na Série A foi Danilo, que morreu no acidente aéreo de 2016 quando a delegação da Chape estava a caminho da final da Copa Sul-Americana, na Colômbia.

Na vitória por 1 a 0 diante do São Paulo, Jandrei teve pouco trabalho, fazendo apenas uma defesa mais complicada, num chute rasteiro de Nenê. Mas ele teve atuações memoráveis como no 0 a 0  com o Palmeiras, no primeiro turno, e na defesa do pênalti que garantiu a vitória por 2 a 1, contra o Internacional. Após o jogo frente ao Tricolor paulista, o goleiro festejou a permanência na Série A e negou rumores de pré-contrato com um time  italiano.

– A gente sabia que muitas famílias dependem da Chapecoense, fizemos um jogo muito bom e conseguimos sair com a vitória. Agora vou descansar e ficar com a  minha filha. Claro que a gente já tem que pensar em 2019 desde agora, mas não tenho contrato pré-assinado com ninguém pois estava focado no jogo. Se eu ficar, vou continuar me dedicando ao máximo – disse Jandrei.

O goleiro tem contrato com a Chapecoense até 2021, mas na metade do ano a Chapecoense recusou uma oferta de dois milhões de euros vinda da Sampdoria, clube da Itália. Jandrei também teve um momento de crise com a torcida após a derrota por 1 a 0 para o Botafogo. Na saída do campo, ele afirmou que jogava pelo grupo e não pelos torcedores. A declaração gerou um mal-estar entre o arqueiro e fãs, que o criticaram nas redes sociais. 

Naquele jogo, até uma homenagem a Jandrei pela passagem dos 100 jogos pela Chape foi cancelada. O quadro que seria entregue ficou guardado numa sala do clube. Depois, houve um pedido de desculpas do jogador e também alguns torcedores levaram uma faixa de apoio ao arqueiro.

– É complicado pois às vezes a gente não consegue lidar com as críticas da torcida, não sabe administrar. Mas no final todos comemoramos. Futebol é assim. Falar de cabeça quente não é o caminho – declarou.

Além do Brasileirão, o goleiro foi decisivo na disputa de pênaltis contra o Atlético-MG, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. E, no Catarinense, ficou 13 jogos sem sofrer gol, o que representa 1.170 minutos sem ser vazado.

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