Gustavo Bastos diz que o Avaí precisa recuperar a pegada da Copa do Brasil Flávio Neves/

Gustavo Bastos (foto) foi apontado por Marquinhos como um dos líderes do Avaí

Foto: Flávio Neves

Em sua despedida, Marquinhos citou nomes de jogadores que poderiam substitui-lo na liderança dentro do Avaí: o atacante William, o volante Marcinho Guerreiro e o zagueiro Gustavo Bastos. Mesmo tendo chegado há cerca de um mês ao Leão, o jogador tem demonstrado personalidade, garra e força de vontade dentro de campo. O comportamento tem agradado a torcida nas arquibancadas.

— Eu fico lisonjeado e muito feliz em ser citado pelo Marquinhos, um jogador que sempre tive vontade de jogar ao lado. Acho que é uma coisa que vem desde pequeno de mim. Meu pai me ensinou que um jogador que olha o jogo de frente, como um zagueiro e um goleiro, tem que ter uma liderança a mais. Eu, no momento que tiver que ajudar o clube de qualquer maneira, vou estar apto — informa.

Com o Campeonato Brasileiro em andamento, o elenco do Avaí convive com a saída do capitão e a chegada de novos contratados. O meia Pedro Ken, o volante/zagueiro Dirceu e o lateral-direito Diogo Douglas estão entre os possíveis reforços. Na opinião de Gustavo Bastos, a equipe deve se adaptar rapidamente às mudanças.

— Não demora para se ajustar porque o elenco é muito forte. O Avaí tem jogadores de extrema qualidade. Então por mais dificuldade que o time tenha por ter perdido o camisa 10, tem jogadores a altura para estar suprindo — analisa.

O principal foco dos jogadores é buscar a reação na competição. Depois das duas primeiras rodadas, o Avaí amarga a lanterna na tabela de classificação.

— Nós temos que conseguir a nossa reabilitação o mais rápido possível. É um campeonato longo, mas muito competitivo. Quanto mais rápido darmos a volta por cima e conseguir resultado positivo, melhor vai ser. Nas duas derrotas no Brasileirão, o Avaí sofreu sete gols. Para o zagueiro, o retrospecto negativo entristece. 

— O primeiro jogo diante do Flamengo foi atípico pois tínhamos quatro jogadores titulares e a maioria, teoricamente, era reserva. Contra o Atlético (Mineiro), perdemos de bobeira. Foram três gols de bola parada, onde queira ou não, quem acaba falhando é o sistema defensivo. Então, independente de quem está defendendo dentro da área, se é o atacante, o volante, o zagueiro, tem que estar perto. Futebol hoje é detalhe. O Atlético veio aqui e soube fazer o placar em cima de detalhe e isso não pode acontecer no próximo jogo.

O Avaí volta a campo no domingo, dia 5, fora de casa. A equipe enfrentará o Santos na Vila Belmiro. Independente do Peixe jogar com time reserva ou titular por causa da Libertadores da América, Gustavo Bastos ressalta que o Avaí precisa fazer a sua parte. 

— Nós temos que fazer o nosso papel e voltar a ser aquele time aguerrido. Quando cheguei, vi na Copa do Brasil uma equipe muito equilibrada, que marcava forte, desde o ataque até a defesa. Era muito forte na marcação. A principal coisa que temos que voltar a ter é essa pegada e a humildade de correr um pouco mais pelo companheiro — completa.

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