Sem Sky, dirigente admite desmanche, mas confia na manutenção da Cimed Edu cavalcanti/Agencia RBS

Apesar da saída da Sky, Renan ressalta que a parceria foi positiva

Foto: Edu cavalcanti / Agencia RBS

São perguntas atrás de perguntas e, a maioria delas, sem respostas. Desde que ficou pública a saída da Sky como patrocinadora da Cimed, o que se quer saber é se o time de vôlei irá continuar ou se vai sair de Florianópolis.

Especulações surgem a todo momento, de todas as formas, mas a reunião que dará desfecho a todos estes questionamentos está marcada para semana que vem. Até lá, será preciso paciência.

A eliminação nas quartas de final desta Superliga foi o principal motivo da Sky ter saído do projeto. Este foi o terceiro ano de investimento pesado da empresa operadora de televisão a cabo no esporte. Nas duas primeiras temporadas, à frente da equipe do Pinheiros, a Sky não conseguiu nenhum resultado expressivo:

— Eles estavam empolgados com o projeto e o histórico que eles tiveram com o voleibol masculino não foi dos melhores. Acho que se tivéssemos chegado à final, eles já estavam acenando que iriam continuar — conta o gestor do Cimed Esporte Clube, Renan Dal Zotto.

Apesar da saída da Sky, Renan ressaltou que a parceria foi positiva, principalmente por ter agregado ao grupo os medalhões Giba e Gustavo. A maior contratação da história da Cimed não entrou em quadra. Com uma fratura por estresse na tíbia, Giba foi um apoio apenas fora das quatro linhas. 

— Aqui na Cimed sempre tratamos muito o conceito de time. Mas dizer que Giba não faz falta, é um absurdo. Se o Brasil hoje está classificado para a Olímpíada, muito se deve ao Giba na Copa do Mundo do Japão. Ele voltou quebrado porque jogou muito lá.

Renan não vê a saída da Sky como uma tragédia. Para ele, o clube perdeu um patrocinador e isso não significa que o time vai acabar ou mudar de cidade. O dirigente acredita na manutenção do projeto em Florianópolis, o que ele ainda não sabe é se o time para a próxima temporada será de alto nível.

— Hoje a certeza existe de que vai continuar. Será o oitavo ano. Não éramos dependentes da Sky. A Sky foi um plus que infelizmente não se traduziu em resultados técnicos. Agora temos que sentar com a diretoria da Cimed para ver de que forma o projeto dará continuidade, que tamanho, como se faz todos os anos. O time não acabou, simplesmente saiu um patrocinador porque a Cimed é a mantenedora de tudo.

Apesar do otimismo de Renan em manter a equipe em Floripa ele não descarta a criação de um novo projeto, caso o dono da Cimed não queira mais o time.

— Sair daqui é impossível. Se o dono (João Adib) tirar o time daqui, eu talvez diga para construirmos um novo projeto, como eu construí o da Unisul, Brasil Telecom, e Cimed. Ou pode ser que não, que ele diga que chega de voleibol.

Enquanto a reunião decisiva não ocorre, Renan enfrenta um outro problema: o desmanche do time. Até agora foram quatro baixas e uma quinta deve se confirmar em breve. Sem Giba e Gustavo, a Cimed também perdeu Renato (para o Medley/Campinas) e Éder (para o Sesi-SP). O levantador Bruninho será uma peça difícil de ser mantida no elenco.

— O Bruno está com '10 mil propostas', não tem jeito, não tem como. Ninguém faz contrato de longo prazo com os atletas, por essa insegurança de continuidade, patrocínio.

DIÁRIO CATARINENSE
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