Goleada no clássico e arrancada invicta: o incrível renascimento do Figueirense Cristiano Estrela/Agencia RBS

Vitória no clássico foi o ponto de partida para a arrancada do Figueirense rumo ao acesso

Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

A vitória foi incomum. Ninguém esperava golear o maior rival em plena Ressacada por 4 a 0, resultado construído em 46 minutos — o Furacão resolveu a partida no primeiro tempo. Um fato que não acontecia em clássicos há 31 anos. A última vez que aconteceu de uma equipe ir para o intervalo vencendo por quatro gols foi em 20 de junho de 1982, quando o Leão bateu o Figueira por 4 a 0 no Campeonato Catarinense.

Em 3 de novembro de 2013, mais de três décadas depois, o Figueirense deu o troco. E essa partida histórica mudou o rumo alvinegro na Série B. Com poucas chances matemáticas de acesso, o Furacão precisava de um sequência invicta que ainda não tinha conseguido. Porém, após massacrar o Avaí, o Figueirense não sentiu mais o sabor amargo da derrota. Foram cinco vitórias, um empate e um novo destino: Série A.

A principal mudança de lá para cá foi no astral. A alegria voltou não só nos treinos alvinegros, mas também nas arquibancadas do Orlando Scarpelli. A confiança do torcedor, que tinha desaparecido, retornou com grande força e foi convertida em apoio. As palestras motivacionais do técnico Vinícius Eutrópio, que impulsionaram a raça dos jogadores em campo, surtiram efeito.

Decepções e pressão

A Série B começou com três vitórias seguidas e a liderança do campeonato. O torcedor não esperava o título, mas a equipe de Adilson Batista já prometia brigar pelo acesso. No entanto, depois de uma sequência de maus resultados do time e uma derrota para o então lanterna da competição, ABC, a pressão cresceu.

No retorno do time a Florianópolis, o meia Tchô foi agredido por um torcedor, os muros do Scarpelli foram pichados e Adilson, demitido. A retomada foi com Vinícius Eutrópio, técnico que não teve o apoio dos alvinegros — eles preferiam um nome de peso.

Apesar do bom início, novamente maus resultados tiraram o Furacão da disputa pelo G-4. Após uma derrota em casa para o Joinville, na 31ª rodada, a sequência para o acesso parecia improvável. Mas o Alvinegro derrubou um adversário atrás do outro e, de décimo colocado, chegou à quarta colocação. Depois de 26 rodadas longe do G-4, o Figueira entrou no momento certo para não sair mais. Se a vitória sobre o Leão no dia 3 de novembro já era um título para o magoado torcedor alvinegro, a trajetória depois dessa partida virou uma conquista épica. E tudo começou com os gols de Thiego, Rafael Costa e Maylson.

DIÁRIO CATARINENSE
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