As últimas 24 horas foram agitadas para o futebol catarinense. Em apenas um dia, dois técnicos caíram e outros dois foram contratados, um diretor de futebol foi demitido e uma das maiores referências dentro do gramado pediu rescisão do contrato. E tudo indica que o rebuliço não v ã o parar por ai...

A primeira das mudanças foi a demissão do técnico Caio Júnior do Criciúma. O comandante com grife de Série A chegou para a disputa do quadrangular semifinal e terminar a formação do elenco. Ele testou, mudou, se envolveu em confusões com arbitragens e, no fim, conquistou um aproveitamento de 33,3% durante os dez jogos que passou à frente do clube. Junto com ele, o diretor executivo do clube, responsável pela formação do elenco, Carlos Kila, também foi demitido.

Em enquete realizada pelo DC, cerca de 65% dos torcedores carvoeiros não concordaram com a decisão tomada por Cláudio Gomes e pelo presidente Antenor Angeloni. Para assumir o comando técnico, o Criciúma chamou Wagner Lopes, um ex-jogador que fez sua carreira no Japão. Em 2010, ele começou como treinador e treinou os times de Botafogo de Ribeirão Preto, Jundiaí e São Bernardo. O novo nome à frente do Tigre foi apresentado já nesta quarta-feira.

Efeito dominó na Capital

Em Florianópolis, as mudanças vieram ainda mais rápido. No início da manhã, o Figueirense anunciou a demissão do técnico Vinícius Eutrópio. Durante seus 43 jogos comandando o time alvinegro, o aproveitamento do clube foi de 54%, além do acesso à Série A e o título do Campeonato Catarinense. A diretoria, no entanto, entendeu que as duas derrotas no Brasileirão sugeriam que era necessária uma mudança e colocou Guto Ferreira no lugar de Eutrópio.

Mas a decisão de Pastana não desceu muito bem com a torcida. A nação alvinegra disse em alto e bom som que era contra a demissão do técnico. Com 88% dos votos em uma enquete, ficou claro que a saída de Eutrópio não era o que aqueles que ficam na arquibancadas queriam. E nem dentro do gramado, na verdade. Logo após o anúncio, o capitão Marcos Assunção pediu a rescisão de seu contrato com o Figueirense. A justificativa? Guto Ferreira teria vetado seu nome para se juntar ao elenco da Portuguesa no ano passado, quando Ferreira era treinador do clube paulista.

be paulista.

DIÁRIO CATARINENSE
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