Figueirense vence Joinville em casa e é campeão do Catarinense 2014 Cristiano Estrela/Agencia RBS

Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Que o Figueirense é o time catarinense mais à vontade na Série A do Brasileiro, oito participações (algumas históricas) e o respeito nacional pela camisa não deixam dúvida. Que o Alvinegro tem DNA vencedor a presença entre os grandes e sua trajetória em SC comprovam ao longo de sua história.

Assista aos gols da vitória do Figueirense

Agora, uma coisa a torcida do Figueira não admitia, não engolia, precisava superar: não ser o time mais vezes campeão em SC. Para retomar esta cadeira havia um desejo visceral turbinado por um sentimento: dois adversários tinham de ser batidos, o Joinville, em campo, também sedento por título (13 anos sem conquistas), e o Avaí, com sua nação lá do lado de fora secando para manter-se no topo de conquistas em SC.

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O 2 a 1 deste domingo, no Estádio Orlando Scarpelli, deu o 16º título catarinense ao Figueirense, deflagrou uma festa que começou com a massa alvinegra no estádio, espalhou-se como uma onda pelo Estreito, reverberou no Centro via Koxixo's, pulou para a Grande Florianópolis e ganhou o Brasil como uma aviso: o Figueira voltou para a elite e não retornou de mãos abanando, tem como cartão de visitas a hegemonia em SC.

A construção deste último capítulo de uma história que foi montada num campeonato bastante regular foi num jogo em que era preciso vencer. Como chegar lá? A primeira etapa começou novamente com um dia de Sol exemplar, como já acontecera na Arena. Tudo estava à disposição para iluminar os atletas: o gramado perfeito, árbitro Fifa Héber Roberto Lopes, enfim, faltava jogar futebol.


O Figueira entrou em campo sem Ricardo Bueno, novamente com Lúcio Maranhão, que no primeiro jogo não teve um bom desempenho. E O JEC veio fechadinho, sem Fernando Viana e com a vaga de Jael meio. Somente Edigar Júnio na frente, com Franco congestionando o meio.

A torcida do Figueira, como era de se esperar, "homenageou" Saci com gritos impublicáveis já no aquecimento. Era um pouco da pressão que se mostraria impressionante nos primeiros movimentos da partida. Uma sequência de acontecimentos emocionantes e polêmicos aconteceu em dois minutos até o que seria o primeiro gol do jogo.

A partida começou, Murilo falhou, o Figueirense arrancou com Éverton Santos que entrou livre na área. Este foi derrubado por Ivan. O árbitro Héber Roberto Lopes apitou pênalti. Mas o lance prosseguiu até que Giovanni Augusto completou para as redes.


Mas o juiz há havia anulado. Ivan, que levou amarelo, até defendeu o pênalti batido pelo próprio Giovanni Augusto, mas no rebote Dudu estava atento, e concluiu com raiva para as redes.

Pronto, a vantagem voltava para o Figueira. Ninguém sequer havia arriscado respirar dentro do estádio. E sob o delírio do mar alvinegro, o time continuou ofensivo. O Alvinegro entrou a mil, o JEC assistindo ao ímpeto do dono da casa. Aos 15 minutos, nova chance de gol com Everton Santos e, aos 17 mais uma e aos 26 ainda outra, todas nos pés do mesmo atleta. Um martelo preto e branco maltratava Ivan, envolvia o grupo tricolor e mostrava que Vinicius Eutrópio entendera o recado do jogo inicial, já Hemerson Maria fora vítima do excesso de precauções defensivas.

Não havia como segurar tamanha pressão. Era uma sequência insuportável para o JEC e que se transformou em gol aos 33 minutos. O lance, de difícil interpretação, teve a bola batendo na mão de Lúcio Maranhão antes de entrar. Foi um lance rápido, e o árbitro interpretou como lance casual, validando o segundo gol. O primeiro tempo terminou com o mais justo dos placares.

:::Torcedores participaram da cobertura interativa do DC. Veja as fotos:

Segundo tempo

Na segunda etapa, a entrada de Fernando Viana denunciava que houve erro na escalação do JEC. E o garoto começou o jogo levando perigo para a meta alvinegra. Mas o Figueira não veio assistir, e logo respondeu. Assim o segundo tempo teve mais equilíbrio na posse de bola, não havia mais aquele massacre do Figueira. E só o interesse em jogar também foi olhado pelos deuses do futebol como um alento. E estes deram ao personagem do primeiro jogo a chance de tentar uma reação: Saci. Este arriscou de fora da área, aos 11 minutos, e acertou um lindo chute. Belo gol. E Fernando Vianna, aos 18, quase empatou a partida.

Eutrópio percebendo que perdeu o comando do meio-campo, colocou Leo Lisboa na vaga de Dudu, compactando mais o time e passando a jogar no contra-ataque. O JEC acordara, mas foi tarde, o estrago do primeiro não permitiu uma reação a tempo. Aos 43, Tiago Volpi ainda fez milagre ao defender chute de dentro da pequena área de Francis. Houve tensão nas arquibancadas do Scarpelli. Tensão que se desfez pouco antes dos 48, quando o árbitro apitou o fim da partida.



DIÁRIO CATARINENSE
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