Xodó do Figueirense, Clayton aprendeu a jogar futebol com o pai em Jaraguá do Sul Cristiano Estrela/Agencia RBS

Jogador marcou o gol da vitória sobre o Botafogo na última quarta-feira

Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

As frases de Clayton são curtas e carregadas de seriedade. O atacante de 18 anos do Figueirense prefere ressaltar o trabalho. Extenuado, ele deixou o gramado do Estádio Orlando Scarpelli aos 17 minutos do segundo tempo aplaudido pelos torcedores alvinegros. Autor do gol , contra o Botafogo, que tirou o time da zona do rebaixamento, o garoto da base sempre foi dedicado.

> Treinador Argel aprova atuação de Clayton
> Veja mais notícias do Figueirense

Aprendeu com o pai que o futebol é profissão e que por isso tem que ser levado a sério. Alfredo Gonçalves da Silva, o Biro, também foi jogador. Em 1993, foi meia-armador do Juventus, em Jaraguá do Sul.

Depois de aposentado, Biro foi para o Rio de Janeiro mas voltou a Jaraguá onde abriu uma escolinha de futebol. Lá, Clayton acompanhava o pai e criou interesse na bola.

— Na infância, ele chutava qualquer coisa, bola de papel, latinhas. Sempre foi muito focado — lembrou o pai que diz ser fã do filho.

Há oito anos toda a família se mudou para Florianópolis, a decisão foi tomada para ficar próximo de Clayton. O atacante poderia ter ido para o Santos ou Inter, mas Biro não queria deixar o filho, com apenas 10 anos, ir morar sozinho.

Durante seu trabalho em Jaraguá, o pai do jogador treinou Filipe Luis, hoje lateral-esquerdo da Seleção Brasileira e Chelsea. E foi Moisés, pai de Filipe, que indicou Clayton para o Figueirense.

— Não fiz nada demais. Apenas expliquei para o Biro que o Figueira é um clube que cuida bem dos meninos e que ele teria ótimas chances, pois o time dá oportunidades. Liguei para um amigo que arranjou um teste. Clayton é um jogador fantástico, vamos ver ele na Seleção — acredita Moisés.

Clayton sabe que ainda não conquistou nada e que o caminho para o sucesso é cheio de distrações.

— Ele nasceu no meio do futebol e tem os pés no chão — garante a mãe do xodó alvinegro, Deisa.


Pai Biro, mãe Deisa e irmã karoliny ao lado de Clayton

DIÁRIO CATARINENSE
 Veja também
 
 Comente essa história