Presidente do Avaí admite erro no caso Antonio Carlos, preserva departamento de futebol e Leão perderá seis pontos Leandro Boeira/Avaí FC

Foto: Leandro Boeira / Avaí FC

A vitória do Avaí sobre o Marcílio Dias, por 4 a 3 fora de casa, foi como um tiro pela culatra para o torcedor e pelo clube. Tudo porque o jogador Antonio Carlos entrou em campo, porém não estava regularizado na Federação Catarinense de Futebol. Com a irregularidade, o Leão perderá os três pontos da vitória e mais três pontos como punição pelo erro administrativo. Dessa forma, o clube da Ressacada fica sem chances de classificação ao hexagonal e irá disputar o quadrangular contra o rebaixamento.

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Nesta terça-feira, o presidente do Avaí, Nilton Macedo Machado, convocou uma coletiva de imprensa para explicar o erro e pedir desculpas ao torcedor do Leão, garantindo que atitudes serão tomadas, mas não no Departamento de Futebol. O Avaí não buscará recurso e deve aceitar a punição de seis pontos.

— Foi um erro nosso, um erro humano, não de sistema. Os responsáveis diretos serão punidos na medida dos seus erros e dos prejuízos causados, é caso de demissão sim. Mas não vou cometer a sandice de passar a espada e degolar todos no departamento de futebol, que não tem culpa disso — disse o presidente, preservando Carlos Arini, diretor de Futebol, e Chico Lins, gerente de Futebol.

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Segundo Machado, o erro ocorreu porque o responsável não comunicou que não havia conseguido registrar o jogador.

— Na sexta-feira, o responsável pelo registro não conseguiu regularizar o Antonio Carlos. Só que foi dito ao departamento de Futebol que estava tudo certo, quando não estava. Houve erro de gestão de contrato e outro de comunicação. Fiquei chocado quando recebi o contrato do Antonio Carlos na segunda-feira para assinar quando era para ele estar regularizado desde sexta-feira, antes da partida contra o Marcílio Dias — explicou o presidente.

O Leão será denunciado até quarta-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e deve ser julgado no início da próxima semana. Nilton Macedo Machado não tem esperanças de que a situação seja revertida, e já se conformou com a disputa do "quadrangular da morte".

— Sabemos que a consequência disso é a perda de seis pontos. O tribunal ainda não tomou a decisão, mas não vamos ser hipócritas de esperar algo diferente. As regras devem ser cumpridas e quero que sejam. É verdade que o jogador não estava com o contrato assinado. Teremos depois o quadrangular e vamos disputá-lo com muita honra, porque o Avaí é uma instituição que não vai quedar-se a um episódio deste, lamentável, mas corrigível — concluiu.

Se os pontos forem mesmo retirados, o Avaí ficará no negativo, - 1, voltará à lanterna do Catarinense e lutará contra o rebaixamento no quadrangular da segunda fase. Antes disso, nesta quinta-feira, o time encara o Guarani de Palhoça, em Palhoça, às 19h30min.

Confira o artigo em que o Avaí será denunciado:

Art. 214.
Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009). PENA: perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e multa de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais). (NR).

§ 1º Para os fins deste artigo, não serão computados os pontos eventualmente obtidos pelo infrator. (NR).

§ 2º O resultado da partida, prova ou equivalente será mantido, mas à entidade infratora não serão computados eventuais critérios de desempate que lhe beneficiem, constantes do regulamento da competição, como, entre outros, o registro da vitória ou de pontos marcados. (NR).

DIÁRIO CATARINENSE
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