Drama familiar vira calcanhar de Aquiles de Delfim Pádua Peixoto Filho Cristiano Estrela/Agencia RBS

Delfinzinho (E) ao lado do pai: confusão nas finais do Catarinense 2015

Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Em Santa Catarina, o filho de Delfim Pádua Peixoto Filho é quase tão conhecido quanto o pai. Delfim Pádua Peixoto Neto trabalha na Federação Catarinense de Futebol (FCF). É assessor especial da entidade. Ganhou o cargo pouco tempo depois de ter saído de uma reabilitação por uso de drogas. Para manter Delfizinho longe dos entorpecentes, Delfim pai sempre afirma publicamente que gosta de ter o filho próximo. Porém, isso já trouxe muitas dores de cabeça para o presidente da FCF, tudo pelo temperamento forte de Delfinzinho, como ele é chamado.

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Em 2010, durante a final da Copa Santa Catarina entre JEC e Brusque, que deu o título ao time do Vale depois de um empate por 1 a 1, na Arena Joinville, Delfinzinho teria ido até as cabines de transmissão das rádios e invadido uma delas onde estava o narrador Rodrigo Santos. Ainda no ar, ele teria acertado o jornalista com socos. O motivo da briga seria uma crítica do radialista.

Delfim repudiou a atitude do filho, mas não o demitiu. Depois, Delfinzinho ainda se envolveu em outras polêmicas. A última, na final do Campeonato Catarinense deste ano, quando discutiu com o técnico do Figueirense, Argel Fucks. O bate-boca começou porque o treinador mandou seus atletas para o vestiário para não receber as medalhas de vice-campeão — o Figueirense contesta até hoje o título do JEC, que ainda não foi homologado pela FCF. A atitude irritou o filho de Delfim, que queria que o elenco alvinegro ficasse em campo para receber a premiação.

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Além de tudo isso, Delfinzinho também foi preso em flagrante por tráfico de drogas, portava 132 gramas de crack, em 2007. A polícia havia grampeado seu telefone e descobriu que ele iria comprar a droga para, depois, revender a uma terceira pessoa.

Naquele mesmo ano, uma decisão da primeira vara criminal de Itajaí condenou Delfinzinho a cinco anos de reclusão. O filho do presidente da FCF passou cerca de um ano preso quando seus advogados conseguiram a anulação do julgamento, sob a alegação de que o magistrado que julgara o caso não tinha os requisitos legais para fazê-lo. Atualmente o caso voltou à fase de apuração e a 1ª Vara Criminal de Itajaí marcará um novo julgamento.

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DIÁRIO CATARINENSE
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