CBF divulga nota oficial sobre negociações com a Liga Sul-Minas-Rio EVARISTO SA/AFP

CBF, presidida por Marco Polo Del Nero, divulgou nota oficial nesta terça-feira

Foto: EVARISTO SA / AFP

A CBF divulgou na noite desta terça-feira uma nota oficial com a posição da entidade sobre a Liga Sul-Minas-Rio. De acordo com o comunicado, a entidade afirma que "todos os esforços para buscar a compatibilização das pretensões dos clubes foram e estão sendo realizados pela CBF". No entanto, reforça a posição de que não dará andamento antes da convocação de assembleia geral extraordinária, para decidir se aceitará ou não a solicitação de reconhecimento da Liga e a inclusão da competição no calendário oficial da entidade.

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A Liga Sul-Minas-Rio anunciou nesta segunda-feira o desacordo com a CBF. Inicialmente, havia o indicativo do apoio da entidade nacional para a realização da Primeira Liga, competição regional que será realizada no primeiro semestre de 2016, mas a proposta pela confederação da criação de uma assembleia com clubes e federações estaduais para discutir a oficialização do torneio travou o acordo.

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Atualmente, outras competições regionais contam com o apoio da CBF — Copa Nordeste e Copa Verde (realizada entre times do norte e centro-oeste). Por isso, o campeão garante uma vaga na Copa Sul-Americana. A perda da vaga na competição continental é o primeiro impacto imediato da ruptura.

Confira o que disse o comunicado da CBF:

"Em reunião ocorrida no dia dezenove de outubro na sede da CBF, diretores da entidade e representantes da Liga Sul-Minas-Rio deram continuidade às tratativas destinadas ao reconhecimento da competição que visa reunir seus clubes integrantes.

Uma vez mais, a CBF manifestou simpatia pela ideia de realização daquela competição em 2016, sempre observados os critérios jurídicos, técnicos e administrativos em vigor.

No que tange ao critério jurídico, necessário que fossem estritamente cumpridos os ditames legais e as normas nacionais e internacionais do futebol, de modo a assegurar que a Liga e a competição se alinhassem com os estatutos e regulamentos vigentes.

Neste sentido, a CBF recebeu requerimento formal da Federação Nacional dos Atletas Profissionais com vistas ao fiel cumprimento de direitos e prerrogativas trabalhistas dos atletas, notadamente o direito a férias, o recém- conquistado período de pré-temporada até 30 de janeiro, além do respeito do intervalo mínimo entre as partidas de um mesmo clube.

Paralelamente, em obediência às normas estatutárias da CBF, a entidade houve por bem convocar a Assembleia Geral Extraordinária, de modo a apreciar a solicitação de reconhecimento da Liga e a inclusão da competição no calendário oficial, a fim de conferir legalidade aos seus atos iniciais e à tabela da competição.

Sob a responsabilidade do Departamento de Competições da CBF, coube a árdua tarefa de harmonizar as datas escolhidas pela Liga para esta disputa com o já saturado e publicado calendário anual do futebol brasileiro, por vezes, criticado pela excessiva quantidade de partidas.

Importante esclarecer que o calendário proposto originalmente, que tinha como premissa o respeito intransigente a “contratos e datas do calendário existente”, conforme ofício da Liga de 6 de outubro do corrente, apresentava em suas onze rodadas, dez datas sobrepostas a competições como estaduais, pré-Libertadores, Libertadores, Copa do Brasil e eliminatórias da Copa do Mundo, e a outra data em conflito com o período de pré-temporada, além de uma partida entre Internacional x Grêmio válida por duas competições (Sul-Minas-Rio e Campeonato Gaúcho) simultâneas, numa singular partida de seis pontos.

Exemplo de sucesso, a Copa do Nordeste teve como fator preponderante a unidade, harmonia e perfeita distribuição de papéis entre clubes, federações e CBF.

Todos os esforços para buscar a compatibilização das pretensões dos clubes foram e estão sendo realizados pela CBF, compreensiva da legítima busca por novas receitas financeiras. Contudo, esta postulação não pode operar-se a qualquer custo, ao arrepio da ordem jurídica, nem resultar em desarranjo do calendário nacional que, estável, consolidado e reconhecido pelo torcedor, se mostra economicamente eficaz e rentável para emissoras de TV, patrocinadores e clubes".

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