Criciúma e São Paulo na mira do STJD por negociação do zagueiro Iago Maidana Caio Marcelo/Agencia RBS

Foto: Caio Marcelo / Agencia RBS

A polêmica contratação do zagueiro Iago Maidana pelo São Paulo pode ir além do agravamento da crise política que permeou o Morumbi nos últimos tempos e pode sobrar até para o Criciúma. Na tarde desta sexta-feira, a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) confirmou a denúncia sobre a transação do zagueiro do Tigre de 19 anos. As punições que podem ser recebidas pelo time paulista vão de multa até rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro _ que também pode acontecer com o Criciúma, mas com o time sendo rebaixado para a Terceirona. Já o zagueiro pode ser proibido de atuar em qualquer atividade relacionada ao futebol. Ainda não há data para o julgamento.

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O São Paulo, Criciúma e Monte Cristo foram denunciados com base no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que implica em "infrações relativas à administração esportiva, às competições e à justiça desportiva". Neste caso, a única sentença seria uma multa de R$100 até R$100.000.

Porém os envolvidos também podem ser punidos com a aplicação das sanções previstas do Regulamento Nacional de Intermediários. No artigo 34, o punido seria o São Paulo. As sentenças consistiriam em: "advertência", "multa", "suspensão de registros de novos jogadores por até um ou dois períodos anuais ou janelas de registros", "dedução de pontos" e "rebaixamento para divisão imediatamente inferior a que estiver disputando quando do trânsito em julgado da decisão".

O São Paulo pagou R$ 2,4 milhões por 60% dos direitos econômicos de Maidana, que havia passado dois dias registrado no Monte Cristo, clube da Terceira Divisão de Goiás. Para chegar ao modesto clube goiano, o beque foi comprado do Criciúma por um grupo de investidores chamado Itaquerão Soccer por R$ 800 mil, em prática proibida pela Fifa desde maio.

Além disso, a Itaquerão pertence a um conjunto de empresas de pequeno porte na Zona Leste da capital paulista e que tem como carro-chefe uma distribuidora de bebidas. A CBF, após denúncias da imprensa, exigiu que todas as partes envolvidas enviasse documentos referentes à negociação e elaborou um dossiê, entregue ao STJD em 7 de outubro.

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LANCEPRESS E DIÁRIO CATARINENSE
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