Empresário confessa suborno a membros da Fifa e da Conmebol /AE

Foto: AE

O empresário brasileiro José Hawilla, dono da empresa de marketing esportivo Traffic, confessou à Justiça Americana que, desde 1991, paga propinas por contratos de direitos de transmissão de competições oficiais. Réu confesso no processo sobre corrupção no futebol, ele ainda afirmou ter consciência de que a prática era ilegal.

Dupla Gre-Nal já conhece seus adversários na Primeira Liga

A Justiça americana liberou documentos nesta quinta-feira que trazem as confissões do empresário brasileiro. Para proteger o curso da investigação, alguns trechos dos relatos foram bloqueados.

Uefa apoia Platini e não quer adiamento das eleições da Fifa

J. Hawilla afirmou que o pagamento de propinas aos dirigentes ligados à Fifa e à Conmebol foi uma prática utilizada por ele até 2013. Segundo os documentos, os direitos de transmissão de competições como a Copa América, a Copa Ouro e a Copa do Brasil, além de patrocínios da Seleção Brasileira, foram determinados com tal prática.

Pelé chama de "vergonha" a crise na Fifa

Confira abaixo trecho da confissão de José Hawilla à Justiça Americana.

"Aproximadamente em 1991, quando eu fui renovar um contrato para um desses eventos, a Copa América, um dirigente associado à Fifa, a agência encarregada do futebol mundial, e à sua confederação, a Conmebol. Ele me pediu uma propina para assinar o contrato. Eu precisava daquele contrato, pois já havia assumido compromissos futuros. E, mesmo que não quisesse, eu concordei em pagar propina para aquele dirigente.

Depois disso e até 2013, outros dirigentes de futebol vieram a mim e aqueles com os quais eu me associei em negócios exigiam propinas para assinar ou renovar contratos. Eu concordei com pagamentos de suborno em sigilo que seriam feitos a esses dirigentes de futebol por contratos de direitos de marketing para vários torneios e outros direitos associados ao futebol.

Eu concordei em pagar subornos por contratos da Copa América, Copa Ouro, Copa do Brasil, e pelo patrocínio da seleção brasileira. Eu usei instituições financeiras dos EUA e facilidades de transação bancária digital nos EUA para pagamento de algumas dessas propinas, bem como para pagamentos legítimos correspondentes a esses direitos."

*LANCEPRESS

LANCEPRESS
 Veja também
 
 Comente essa história