Platini admite que não existe contrato escrito do pagamento de Blatter Fabrice Coffrini/AFP

Foto: Fabrice Coffrini / AFP

O presidente suspenso da Uefa, Michel Platini, admitiu que não existiu um contrato escrito para o polêmico pagamento de 1,8 milhão de euros que recebeu do, também suspenso, presidente da Fifa, Joseph Blatter. O ex-jogador afirmou em uma entrevista ao jornal francês Le Monde que existia era um acordo "homem a homem".

— De todos os modos, entendi que no direito suíço um contrato oral tem o mesmo valor que um escrito — disse Platini.

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De acordo com a entrevista, o francês dá a entender que Blatter vazou a informação. O que rendeu a ambos uma suspensão de 90 dias pelo comitê de ética da Fifa.

— Apesar dele querer me matar politicamente, tenho algo de afeto pelo que vivemos juntos — disse.

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A ausência de contrato escrito pode provocar a retirada do apoio das federações europeias à candidatura de Platini à presidência da Fifa, o que a Federação Inglesa já fez sexta-feira passada.

Segundo Platini, o acordo com Blatter foi concretizado em 1998, pouco depois da eleição do suíço ao comando da Fifa.

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Platini recorda o diálogo entre ambos quando o suíço propôs que o francês atuasse como seu conselheiro.

— Quanto deseja?, perguntou Blatter. Eu respondi: 'Um milhão'. 'De que?'. 'Do que desejar. De rublos, libras, dólares'. Na época não existia o euro. Ele responde: De acordo, um milhão de francos suíços por ano' — conta Platini.

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O pagamento em 2011, nove anos depois do fim do trabalho, é o saldo da soma total, segundo Platini.

— Teria sido melhor pedir um reconhecimento da dívida e deste modo não teria acontecido nada do que ocorreu — disse.

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A justiça suíça iniciou um processo penal contra Blatter pelo pagamento a Platini e por um contrato sobre direitos de TV com o jamaicano Jack Warner.

*AFP
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