Figueirense celebra a conquista da Copa Santa Catarina Sub-20 Luiz Henrique,Figueirense/Divulgação

Foto: Luiz Henrique,Figueirense / Divulgação

A garotada do Figueirense começou a semana comemorando o bicampeonato da Copa Santa Catarina Sub-20. O Alvinegro derrotou a Chapecoense por 1 a 0 e reafirma o bom desempenho do técnico Márcio Luís Lira Coelho à frente dos atletas da base. Neste ano, o Furacão participa da Copa Brasil Sub-20, do Catarinense e da Copa Rio Grande do Sul Sub-20.

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O clube catarinense tem boas referências quando se trata da base. O atual técnico da seleção olímpica, Mário Rogério Micale, foi revelado no clube, ganhou experiência em lidar com os garotos e se tornou um dos principais nomes no assunto. Agora, quem está à frente das categorias de base é o gerente Rodrigo Nagel, que dá continuidade ao trabalho de excelência no clube catarinense.

O jovem meia-atacante Matheus Fogaça, 18 anos, subiu recentemente das categorias de base do Figueirense para o time profissional. Natural de Capivari de Baixo, foi convocado em abril para a Seleção Brasileira e realizou treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), em preparação para o Sul-americano, que será no Equador em 2017. 

Nagel e Matheus estiveram na redação do DC para falar sobre a importância do trabalho de base na formação de uma atleta profissional. Confira a entrevista que também foi ao ar no programa TVCOM Esportes:

A preparação para o elenco profissional é importante e quando acompanhada de um título dá mais confiança?
Matheus:
Sem dúvida, a gente treina forte no Figueirense. O meu sonho sempre foi estar no elenco profissional, estar entre os principais jogadores é uma realização para qualquer atleta jovem.

O Figueirense desenvolve um trabalho bastante moderno com relação a formação de atletas. Como é este DNA?
Rodrigo:
É importante valorizar as categorias de base. Só teremos bons atletas profissionais se tivermos investimento nas categorias de base. O Figueirense teve uma evolução muito grande após vencer a Copa São Paulo de Futebol Júnior e os olhares se voltaram ainda mais para a base. Criamos essa cultura dentro do clube e fortalecemos o trabalho. As comissões técnicas não deixam a desejar para qualquer clube nacional.

Está chegando a sua hora Matheus. O que passa na cabeça neste momento?Matheus: Passa um filme na minha cabeça. Subi recentemente para o profissional e já tenho uma certa experiência. Aos 16 anos, fui para o profissional, mas não estava preparado, eu pulei etapas. Então, desci, adquiri mais experiência e retornei ao grupo principal. Agora, estou preparado para entrar no jogo e aguentar a pressão. Quero ter uma carreira boa e ajudar a minha família.

Como trabalhar taticamente os jogadores para que não percam a criatividade?Rodrigo: O trabalho precoce no atleta pode engessá-lo e deixar de explorar as habilidades, mas precisamos olhar pelo lado formador, de como direcioná-los para a evolução do futebol. Uma boa experiência para trabalhar com jovens é o futsal. Também fazemos atividades em campo reduzido que ajudam na tomada de decisão mais rápida e controle de bola. Isso facilita quando o jogador passa para um espaço maior.

Vocês tomam consciência do esquema tático desde cedo?
Matheus:
No infantil, a gente trabalha muito isso, toque de bola, o próprio capitão consegue modificar o esquema. Sabemos quando não está certo e tentamos corrigir em campo mesmo.



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