Ironia! Ataques não funcionam e Figueirense e Tubarão ficam no zero Leo Munhoz/Diário Catarinense

Foto: Leo Munhoz / Diário Catarinense

Figueirense e Tubarão tinham os melhores ataques do Campeonato Catarinense 2018 antes da 11ª rodada iniciar. Porém, perderam o posto porque, ironicamente, no encontro entre os times o placar não mexeu.  O gramado empoçado pelas chuvas e as boas defesas de Belliato contribuíram. O jogo neste domingo, no Orlando Scarpelli, terminou empatado em 0 a 0. O Alvinegro segue líder e invicto na competição, mas deixou de ter ter a ofensiva mais positiva — que agora é do Avaí. O Peixe perdeu uma posição e é o sexto. 

Na próxima rodada, o Figueira vai a Brusque enfrentar os donos das casa às 19h de quinta-feira, no Augusto Bauer.  O Tubarão joga no dia anterior, às 19h, contra o Concórdia no Domingos Gonzales. 

LANCES! Veja como foi o Minuto a Minuto da partida no Scarpelli.

Gramado pesado e empoçado. As chuvas do fim de semana na Capital prejudicaram o futebol no Orlando Scarpelli. O jogo era pelo alto, de força física. Foi assim o lançamento que encontrou André Luís de frente com Belliato, aos 11 minutos. O goleiro do Tubarão saiu arrojadamente para abafar e evitar a abertura da contagem. O Peixe se arriscava e teve presença no campo ofensivo desde então. Porém, houve um infortúnio na zaga tricolor. Escalado como titular, Petterson sentiu dores ainda no aquecimento e William Mineiro entrou em seu lugar. Aos 23 minutos, o defensor acusou dores no joelho direito e obrigou o técnico Waguinho Dias a queimar a primeira troca. Canavesio foi pro jogo.

O Figueirense conseguiu suportar bem as investidas tubaronenses e também chegou ao ataque. Porém, os dois times sofreram com a condição do gramado. As poças quase foram decisivas para a abertura do placar na etapa inicial. A bola parou em uma dentro da área do Tubarão, surpreendeu a marcação e ficou limpa para João Paulo. Porém, Belliato novamente saiu bem do gol. A técnica que fez as equipes os melhores ataques antes do início da 11ª rodada ficou para o segundo tempo, na esperança de campo melhor pela chuva ter parado. 

Assim foi e Felipe Amorim quase fez um gol de placa. O meia-atacante do Figueirense escapou pelo lado direito, passou por três — com chapéu e caneta — invadiu a área e mandou cruzado. Para fora. Os donos da casa avançaram as linhas e pressionavam. Aos oito, Belliato fez outra grande defesa. Foi quando Diego Renan levantou na medida para André Luís. O centroavante cabeceou com força e o goleiro do Peixe defendeu.  Depois dos dois sustos, os visitantes se arriscaram mais. 

Em meio a três escanteios seguidos, o zagueiro Jaílton obrigou o goleiro Denis a fazer grande defesa e evitar o gol de cabeça, aos 16. Seis minutos depois, o arqueiro torceu que o tijolo de Guilherme Amorim, disparado da frente da área, saísse pelo lado do poste esquerdo. O Figueirense respondeu da mesma forma, no mesmo instante. Diego Renan mandou bala que Belliato defendeu e começou mais um ciclo de pressão alvinegra, que não terminou com a redonda na rede. Mais tarde, aos 32, a indecisão entre Ferrareis e Ronaldo, que entraram no segundo tempo, foi determinante para que o placar seguisse intacto. O técnico Milton Cruz ousou nos instantes finais: tirou o lateral João Lucas para colocar o centroavante Henan. 

Mesmo assim, o menor público no Orlando Scarpelli, de 2,7 mil torcedores - certamente por causa da chuva -, não viu o barbante chacoalhar. 

FICHA TÉCNICA

FIGUEIRENSE
Denis; Diego Renan, Nogueira, Cleberson e João Lucas (Henan); Zé Antônio, Betinho, Felipe Amorim (Ronaldo), Jorge Henrique e João Paulo (Ferrareis); André Luís. Técnico: Milton Cruz.

TUBARÃO
Belliato; Marcos Júnior, Jaílton, William Mineiro (Canavesio) e Jean; Liel, Guilherme Amorim e Daniel costa; Romarinho (Assis), David Batista e Batista (Nikolas Farias). Técnico: Waguinho Dias.

CARTÕES AMARELOS: Ronaldo (F). Daniel Costa, Jean e Romarinho (T). 

ARBITRAGEM: Heber Roberto Lopes, auxiliado por Diego Leonel Félix e Diogo Berndt.
BORDERÔ: 2.706 torcedores (total) para a renda de R$ 44.401,00
LOCAL: Orlando Scarpelli, em Florianópolis.

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