Teste antidoping do Skatista catarinense Pedro Barros acusa derivado de maconha Felipe Carneiro/Diário Catarinense

Pedro Barros realizou o exame durante o Park Jam Skate, competição realizada em janeiro desse ano em Itajaí

Foto: Felipe Carneiro / Diário Catarinense

O skatista catarinense e tetracampeão mundial Pedro Barros foi flagrado em exame antidoping realizado durante uma competição em Itajaí há três meses. A substância encontrada foi o THC, um derivado da maconha. O atleta foi incluído na sexta-feira em uma lista de atletas com violações às regras antidopagem no site da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

De acordo com a lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidoping (Wada), o uso de maconha e seus derivados é vedado durante as competições esportivas. A única exceção é o canabidiol, substância utilizada em tratamentos médicos e autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil desde 2015 — quando foi liberado também o uso de remédios que utilizam THC.

O exame de Pedro Barros constatou concentração de THC acima de 180 ng/mL, limite aceito para a prática esportiva. A punição para casos como esse pode ser de afastamento do esporte por até dois anos. Apesar disso, ele ainda não recebeu a suspensão preventiva, procedimento comum na maioria dos casos até o julgamento, de acordo com o site da ABCD.

Como o skate será uma das novas modalidades a partir das Olimpíadas de 2020, o esporte ainda está se adaptando às regras do programa olímpico. Dessa forma, a aplicação de exames antidoping da ABCD ainda são novidade em eventos como o realizado em janeiro no Park Jam Skate, o qual inclusive teve Pedro Barros como um dos campeões. 

O atleta é natural de Florianópolis e tem 23 anos. Ele começou a se destacar no skate com apenas 15 anos após a segunda posição no X-Games, uma das principais competições do esporte. Desde lá, ganhou seis medalhas de ouro e duas de prata no X-Games, além de sagrar-se tetracampeão mundial. Ele ainda foi indicado ao Laureus, maior premiação esportiva do mundo, na categoria "ação" em 2017. 

Além de Pedro Barros, o skatista Ítalo Penarrubia também acusou positivo no exame antidoping realizado durante o evento. Nesse caso, a substância encontrada foi o metilfenidato, estimulante do sistema nervoso central e geralmente incluído em remédios que combatem o déficit de atenção. O composto está na lista da Wada com uso proibido em competições.

Os dois estavam na lista de 16 atletas convocados em abril para integrar a primeira Seleção Brasileira de Skate. Ambos fazem parte da modalidade Park, que ainda tem os atletas Luizinho Francisco e Murilo Peres. Como a punição pode chegar a dois anos, Pedro Barros e Ítalo Penarrubia poderiam ter problemas na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

A reportagem entrou em contato com a família de Pedro Barros, mas não havia sido atendida até às 12h30 deste sábado.

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