Bélgica nas quartas: o que o Brasil deve esperar da seleção de ouro Jack Guez / AFP/AFP

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Promessa desde 2014, a geração de ouro da Bélgica vem confirmando as expectativas na Rússia. Apesar de um time mais maduro e no auge da forma, chegou às quartas de final passando sufoco diante do Japão. Porém, o retrospecto impressionante desde as eliminatórias fazem da equipe um adversário perigoso. 

Para justificar o status de uma das favoritas ao título, faltava justamente o que terá contra o Brasil nesta sexta-feira: o teste contra um rival de peso. 

Na fase de grupos, enfrentou a Inglaterra já classificada e com reservas e, nas oitavas de final, superou o mediano Japão. 

Veja o que esperar dos belgas, um obstáculo de respeito no caminho do hexa.

Final antecipada

A julgar pelo ranking da Fifa, o jogo das quartas de final entre Brasil e Bélgica será uma final antecipada. São respectivamente a segunda e terceira seleção da lista (a líder, Alemanha, já assiste de casa). A posição no raking, que levou a Bélgica a ser cabeça de chave do Grupo G, foi conquistada principalmente em razão da campanha irretocável nas eliminatórias, com nove vitórias e um empate em 10 jogos.

DNA inglês

Da formação tática aos clubes de origem de jogadores e técnico, a Bélgica tem DNA inglês. Ao lado da ex-companheira de grupo, Inglaterra, a Bélgica é um dos poucos times que prefere o esquema com três zagueiros em vez das famosas duas linhas de 4. Onze dos 23 convocados (seis deles titulares) jogam na Premier League. O técnico Roberto Martinez, embora seja espanhol, fez carreira no Reino Unido: treinou o Swansea City, do País de Gales, o Wigan Atlethic City e o Everton, da Inglaterra.

Quarteto fantástico

A expectativa sobre eles já era grande no Brasil, em 2014, mas a inexperiência pesou e a Bélgica caiu nas quartas de final. Nesta Copa, os quatro craques do time chegam no ápice de suas carreiras. O gigante Courtois, goleiro do Chelsea, tem 26 anos. O cérebro do time é De Bruyne, 27 anos, campeão inglês pelo Manchester City. Na frente, conta com o meia-acante Eden Hazard, 27 anos, do Chelsea, e com o artilheiro Romelu Lukaku, 25 anos, do Manchester United, um dos candidatos à artilharia da Copa.

Campanhas diabólicas

A tradição da Bélgica no futebol é longa. Tem duas medalhas olímpicas, um bronze em Paris 1900 e um ouro em casa, nos Jogos de 1920. A Bélgica também está entre os sete países que fundaram a Fifa, em 1904. O apelido de Diabos Vermelhos veio das campanhas na década de 1980, quando o time do goleiro Pfaff e do craque Ceulemans foi finalista da Eurocopa de 1980 e semifinalista da Copa de 1986. No ocasião, foi batida pela Argentina de Maradona, a mesma rival que vencera na Copa anterior.

Choro contra o Brasil

Bélgica e Brasil se enfrentaram apenas cinco vezes, quatro em amistosos. São quatro vitórias brasileiras e uma belga (um 5 a 1 em Bruxelas, em 1963). No único confronto oficial, o Brasil enfrentou a Bélgica pelas oitavas de final da campanha do penta, em 2002, quando venceu por 2 a 0. Na ocasião, houve forte reclamação dos belgas pela anulação de um gol de Wilmots, então craque do time, quando o placar estava zerado. O árbitro viu falta em Roque Júnior. Wilmots foi técnico da Bélgica na Copa de 2014.

Camisa estampada

Além do bom futebol, a seleção belga chamou a atenção nesta Copa pelo uniforme titular, da Adidas, que exibe um modelo estampado no peito. O padrão de losângos em cores alternadas tem nome na indústria da moda: "argyle". É inusitado em camisetas de futebol, mas bastante tradicionais em pulovers, coletes e meias.

Foto: Arte DC

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