Final da Copa da Rússia foi o resumo do árbitro de vídeo FRANCK FIFE / AFP/AFP

Argentino Néstor Pitana foi o árbitro da final entre França e Croácia

Foto: FRANCK FIFE / AFP / AFP

O grande personagem da Copa da Rússia apareceu de forma decisiva na final. O árbitro assistente de vídeo foi fundamental na vitória por 4 a 2 da França contra a Corácia, nesse domingo (15), em Moscou. O campeão do mundo não teve o craque da competição, segundo a Fifa. O croata Modric foi eleito o melhor. No entanto, os franceses tiveram o auxílio do recurso eletrônico quando o jogo estava empatado.

A última partida da Copa do Mundo foi um bom resumo do impacto que o árbitro de vídeo passa a ter definitivamente no futebol. Ele veio para evitar que o árbitro cometa uma erro claro. Isso ocorreu no duelo entre França e Croácia.

O argentino Néstor Pitana teria um equívoco grave se não tivesse marcado o pênalti para os franceses. Depois da cobrança de escanteio, o atacante Perisic intercepta a bola com a mão. O croata foi imprudente ao saltar com o braço aberto em ação de bloqueio. Além de ampliar o raio de ação do corpo, ele ainda movimenta o braço na direção da bola. O juiz principal só marcou a infração depois que o VAR (sigla em inglês para árbitro assistente de vídeo) recomendou a revisão.

Também houve polêmica no primeiro gol da França. Apesar do lance duvidoso, a posição de Pogba era legal no momento da cobrança de falta de Griezmann. O pé esquerdo do zagueiro Vida dava condição. Por isso, a disputa de bola do volante não foi irregular no gol contra do croata Mandzukic. 

Esse é o típico lance que os recursos do árbitro de vídeo são melhores do que os de qualquer pessoa que está acompanhando a transmissão pela televisão. Eles contam com imagens de câmeras específicas para situações de impedimento. Podemos dizer que gols em posição de impedimento nunca mais ocorrerão com a presença do VAR.

Ao mesmo tempo em que uma situação legal é percebida, uma irregularidade não pode ser evitada na origem deste lance. Isso porque a falta sobre Griezmann foi mal marcada. O francês toca a bola na frente, dobra o joelho e se joga antes mesmo da aproximação do adversário. Essa é a prova de que o árbitro de vídeo não acabará com os erros de arbitragem no futebol. O recurso eletrônico não serve para revisar faltas. Somente pênaltis, expulsões, pênaltis e correção de identidade na aplicação de cartões.

O uso do árbitro de vídeo ainda tem muito a evoluir. Isso é uma questão de tempo. Mesmo com alguns percalços, o VAR teve inegável importância para minimizar os erros do apito na Copa da Rússia.

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