Choro, abraços e muita emoção pela permanência da Chapecoense na Série A MÁRCIO CUNHA/ESTADÃO CONTEÚDO

Foto: MÁRCIO CUNHA / ESTADÃO CONTEÚDO

A vitória por 1 a 0 diante do São Paulo, que garantiu a permanência da Chapecoense na Série A, teve uma comemoração como se fosse um título na Arena Condá e também nas ruas de Chapecó.

Quanto acabou o jogo os jogadores, comissão técnica e funcionários do clube se abraçaram, pularam e foram até a torcida comemorar. O goleiro Ivan e o zagueiro Douglas chegaram a chorar

- O clube não merecia passar por isso. Lutou até o fim. A gente sai com a sensação de alívio, do dever cumprido - disse Douglas.

O lateral-esquerdo Bruno Pacheco, que no ano passado foi rebaixado com o Atlético-GO, lembrou que muita gente depende do clube.

- A gente tinha que deixar o clube onde a gente encontrou, na Série A. Não são só os 11 titulares, não só os 22 jogadores, são mais 200 funcionários, uma cidade que depende dela. Agradeço a torcida que sempre acreditou. A gente conseguiu um grande resultado contra o Corinthians, estava com meu filho recém-nascido na segunda-feira, na minha cidade, e voltei para ajudar os meus companheiros – disse Bruno Pacheco.

O atacante Wellington Paulista lembrou das dificuldades que passou, quando foi afastado do grupo principal, mas que retornou para ajudar o time com sua experiência e liderança.

-O mais importante foi a permanência na Série A. Tive dois momentos muito emocionantes neste ano, que foi a minha volta e este jogo. Não era mais o número nove, joguei numa função diferente mas sabia da minha responsabilidade em incentivar e cobrar meus companheiros pela minha experiência e liderança. Quem joga comigo tem que jogar com raça – disse o WP9.

Até o meia Canteros disse que respeita muito o atacante Wellington Paulista e agradeceu toda a confiança que recebeu no clube.

Teve jogador também que desabafou pelas críticas que o grupo recebeu na temporada, principalmente durante as dez rodadas que ficou na zona de rebaixamento. O lateral Eduardo, que foi um dos mais criticados nos momentos difíceis, soltou o verbo:

- Teve torcedor que comentou que era um time medíocre. Está aí. Agora cala a boquinha. A gente não caiu. É Série A – comemorou o jogador.


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