Depois de se tornar a primeira mulher a conquistar uma Bola de Ouro, a norueguesa Ada Hegerberg garantiu que ainda não tem intenção de voltar a defender sua seleção.

A atacante de 23 anos recebeu a histórica premiação na noite de segunda-feira, após ter vencido três Ligas dos Campeões consecutivas com o Lyon. No entanto, ela segue de fora da equipe nacional da Noruega antes do Mundial-2019 disputado na França.

Os pedidos para seu retorno se multiplicaram com o troféu. Hegerberg deixou o time nacional em agosto de 2017, após Eurocopa desastrosa e tensões com a federação e suas companheiras. "Façam que volte à seleção", clamavam as pessoas nesta terça-feira nas redes sociais.

O ruído fez o técnico Martin Sjögren se posicionar: "esperamos que Ada mude de opinião e possa formar parte da seleção no futuro". "Como treinador você sempre quer as melhores jogadoras, mas não pode se concentrar nas que não querem estar", acrescentou o treinador à AFP.

Hegerberg se mantém firme em sua postura: "a questão não é se eu tenho que mudar de opinião. É sobretudo o que a federação e a seleção deve fazer para melhorar. E aí existe um caminho para andar", opinou a atacante em agosto de 2017.

Apesar do fervor popular que tem em seu país, um muro separa Hegerberg dos organismos nacionais e suas ex-companheiras.

No dia seguinte de receber o prestigioso prêmio, Hegerberg insistiu na importância da ampliação da Bola de Ouro para o futebol feminino.

"Cada menina que joga futebol pode se inspirar. Se eu tivesse 16 anos, teria me inspirado muito vendo essa cerimônia. É histórico", declarou.

* AFP

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