Veja os desafios de Criciúma e Figueirense na Série B de 2019 Cristiano Estrela/Diário Catarinense

Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

Com o término do Campeonato Brasileiro, estão definidas as 20 equipes que vão disputar a Série B em 2019. Santa Catarina será representada por Criciúma e Figueirense, que disputaram a competição neste ano e terminaram na 14ª e 15ª colocação, respectivamente, e confirmaram a permanência somente na última rodada. Para o próximo ano, com oito novos times — América-MG, Paraná, Sport e Vitória rebaixados da Série A e Botafogo-SP, Bragantino, Cuiabá e Operário-PR promovidos da Série C —, a disputa ganha novos ingredientes. As viagens, tão reclamadas pelos clubes, serão mais curtas, mas há outros fatores que dificultam a vida dos catarinenses.

Confira as mudanças para a Série B de 2019

Seis times de São Paulo

O estado teve força ampliada na competição. De quatro deste ano (Ponte Preta, Guarani, São Bento e Oeste), serão seis em 2019 depois do acesso de Bragantino e Botafogo-SP. O aspecto positivo para os times catarinenses é a proximidade e maior facilidade de chegar as cidades que receberão as partidas contra os rivais. No entanto, tradicionalmente o futebol de São Paulo dispõe de mais recursos financeiros. O Paulistão é o estadual que mais paga aos participantes, por exemplo.


Surpresas pelo caminho

O campeonato terá três incógnitas: Botafogo-SP, Cuiabá e Operário-PR, que subiram de divisão. O primeiro caiu da Série B em 2002 e volta no ano que vem. Depois de cinco anos seguidos na última série nacional, o clube tradicional, por qual passaram os irmãos Sócrates e Raí, se reergue e tenta se firmar na Segundona. Já o time do Mato Grosso vai disputar pela primeira vez em sua história uma Série B e conta com uma boa estrutura de centro de treinamento. Os paranaenses disputaram a Segundona pela última vez em 1991 e estão em ascensão com dois os títulos nacionais seguidos, da Série D em 2017 e da Série C em 2018.


Não tem bicho-papão

Não há clubes considerados gigantes no futebol brasileiro na disputa – a exemplo do que ocorreu este ano. Pela tradição no cenário nacional, as grandes forças são dois rebaixados da Série A. O Sport esteve na elite por cinco anos seguidos e o Vitória nela disputou por seis. Com eles também desceu à Série B do Brasileirão o América-MG campeão da edição anterior. Outro time que promete incomodar é a Ponte Preta. Por ter ficado muito perto do retorno à elite neste ano, o retorno à Série A virou obrigação para a próxima tentativa.


Viagens mais curtas

Os três destinos mais distantes aos catarinenses nesta edição não estarão na rota por causa dos rebaixamentos de Paysandu (Pará) e do Sampaio Corrêa (Maranhão) e o acesso do Fortaleza (Ceará). A viagem mais longa, partindo de Florianópolis, era Belém (PA) com 2,9 mil quilômetros (em linha reta). Em 2019 será Recife para enfrentar o Sport, a 2,6 mil quilômetros (em linha reta). Não há times do Norte e são três do Nordeste. Ainda, Criciúma e Figueirense têm seis jogos cada na Região Sul do País. Além do confronto entre eles no próprio estado, tem um no Rio Grande do Sul (Brasil-RS) e quatro no Paraná (Coritiba, Londrina, Operário-PR e Paraná).

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