Um "epifenômeno" que atinge apenas "um punhado de pessoas": o comitê de organização do Mundial de futebol feminino na França (7 de junho a 7 de julho) negou nesta quarta-feira haver qualquer contratempo na venda de ingressos, embora alguns torcedores tenham reclamado de ficarem separados de amigos ou parentes nas arquibancadas.

Segundo os organizadores, a existência de alguns assentos isolados é inevitável para os jogos com guichês fechados como as semifinais e a final em Lyon, e os espectadores já haviam sido avisados.

"Nós estamos surpresos com a ampla repercussão desse caso, ainda mais pelo fato de que na hora da compra os espectadores foram avisados de que os assentos comprados eram separados. Apesar de tudo, eles confirmaram a compra", disse um porta-voz nesta quarta, em uma declaração à AFP.

Cerca de cem torcedores, principalmente americanos, estariam envolvidos nesse problema, em um total de 800.000 ingressos esgotados para toda a competição.

Quanto às crianças, a organização garante que "não há preocupação" e que um procedimento de "realocação" foi colocado em prática para que elas não fiquem separadas dos pais.

Já para os adultos, os organizadores argumentam que eles fizeram a compra cientes do sistema e que não há como substituir tudo. "É um epifenômeno que pode surgir no âmbito da organização de um grande evento e que envolve, neste caso, um punhado de pessoas, essencialmente nos jogos em Lyon", insiste o comitê de organização francês.

Esse problema de venda de ingressos provocou uma série de reações nas redes sociais, reproduzidas por artigos na imprensa.

"Essa situação envolve menos de 1% dos torcedores para as semifinais e a final. A Fifa e o comitê de organização local estão confiantes no fato de que os problemas serão resolvidos e que os espectadores vão estar prontos para desfrutar dos jogos como haviam previsto", garante também a Fifa em sua conta no Twitter dedicada à esta Copa do mundo feminina.

* AFP

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