(COC Floripa/Divulgação)

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O professor Alan Carlos Ghedini é professor de História no COC Floripa

Tema de muitos debates entre professores, pais e alunos, a tecnologia está cada vez mais presente em sala de aula. E não apenas nos celulares dos estudantes, mas como uma ferramenta repleta de recursos para melhorar e facilitar a didática e o aprendizado.

De acordo com o coordenador de tecnologia e professor de filosofia/sociologia do COC Floripa, Alan Carlos Ghedini, a presença de diferentes tecnologias em aula cumpre papel fundamental.

- O estudante de hoje está conectado a diferentes redes e equipamentos. Nesse sentido, contar com a tecnologia em uma aula é abrir espaço para que o aluno deixe de ser mero espectador de uma explanação e passe a ser agente ativo e colaborativo dela fazendo, por exemplo, pesquisas em tempo real para enriquecer a discussão.

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Por entender que a inovação não pode mais ser tratada como uma tendência, mas sim como uma realidade nas escolas, o COC Floripa levou a tecnologia para a sala de aula. A pressa de apresentar algo novo para jovens e adolescentes que enxergam a internet como uma extensão da vida deu certo: o professor afirma que a recepção dos alunos não poderia ser melhor.

- Não há porque manter o estudante de hoje olhando para quadro-negro por horas a fio. É urgente trazer algo novo, perspectivas novas para uma educação que tenta se reinventar ficando mais imersiva, crítica e globalizada. Assim, o estudante oferece um retorno extremamente positivo com o uso das diferentes tecnologias pedagógicas, como tablet, os sistemas de suporte online extra-classe, etc, é realmente estimulante para o professor e para o aluno.


Por outro lado, o uso da tecnologia na escola deve ser muito bem pensado. Usar por usar, sem projetos que realmente estejam integrados com o currículo escolar não vão agregar muito no ensino. É neste ponto que entra em ação uma figura importante: o professor. Internet, tablets, games e aplicativos, por exemplo, transformaram a maneira do profissional manejar com o conteúdo e de lidar com o desenvolvimento das habilidades e do engajamento dos jovens e adolescentes.

- Se a aula muda com a tecnologia, também a avaliação precisa mudar e encontrar novas formas de ser realizada. Nesse sentido, os professores estão constantemente propondo e aplicando novas perspectivas de avaliação usando das tecnologias disponíveis em sala de aula. Um exemplo é a realização de pequenos simulados online em que o professor tem instantaneamente o diagnóstico completo de dados como tempo usado para cada questão, qual conteúdo o estudante apresentou maior dificuldade, entre outros. Ficou muito mais prático mensurar as potencialidades e dificuldades para que então o professor possa melhor trabalhá-las - finaliza o professor.